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Filosofia, Mente

Querer fazer tudo ao mesmo tempo só desequilibra a nossa vida

1 de setembro de 2017

Querer fazer tudo ao mesmo tempo é ânsia de muitos de nós. O problema disso é que invariavelmente ficamos frustrados ao perceber que tal pretensão é impossível de ser realizada. Como se não bastasse, quanto mais atividades tentamos fazer de uma vez, maior a probabilidade de nenhuma delas ficar bem feita. Quando isso ocorre, “fazemos o mínimo de tudo e o máximo de nada”, explica Alexandre Tagawa, idealizador da Filosofia do Bonsai, e esse comportamento que só desequilibra a nossa vida.

Evite fazer tudo ao mesmo tempo

“Eu percebi que eu fazia o mínimo de tudo e o máximo de nada em todas as coisas da minha vida. Com isso, eu não fazia nada exemplar, nada 100%”, revela Tagawa, que seguiu tal comportamento por muitos anos, até perceber que precisava mudar.

O que nos faz agir de tal maneira é a ansiedade. Temos tantas atividades a serem realizadas ao longo do dia que não queremos abrir mão de nenhuma delas. Com isso, mal começamos a fazer algo e deixamos pela metade para conseguir dar conta de outra coisa, e assim por diante.

No livro “O Poder do Agora”, o escritor alemão Eckhart Tolle menciona uma sábia citação de Jesus Cristo: “‘por que vocês estão sempre ansiosos?’, perguntou Jesus aos seus discípulos. ‘Será que os seus pensamentos ansiosos podem acrescentar um simples dia às vossas vidas?’”.

‘Ter cinco garrafas e três tampinhas’

Tagawa afirma que agia dessa maneira tanto na vida pessoal como profissional. “Eu fazia o mínimo de tudo porque eu queria dar conta, mas você não consegue fazer tudo”. Na vida pessoal, se matriculava em cursos que não conseguia frequentar ou confirmava a presença em encontros entre amigos, mas não ia. Praticava vários esportes, mas sem qualquer rotina.

“Na minha empresa eu não delegava, eu era extremamente centralizador e não dava autonomia para que alguém pudesse fazer. Eu era cabeça dura”, avalia. Além disso, o empresário tinha dificuldade de dizer não a novos clientes ou projetos. O resultado é que o trabalho se acumulava e, como consequência, atrasos e erros aconteciam.

“A gente ficava sempre na corda bamba, vamos dizer assim. Então a empresa faturava e não sobrava dinheiro. A gente estava sempre com cinco garrafas e três tampinhas: tampa aqui, destampa ali.”

De quantos bonsais você consegue cuidar?

Depois de tanto apanhar, virar noites trabalhando para cumprir prazos e ter que refazer serviços, Tagawa percebeu que precisava mudar a maneira de atuar. “Se tenho muitos clientes e não consigo entregar um padrão de trabalho e resultado, devo reduzir os clientes”, afirmou.

A Filosofia do Bonsai o ajudou nesse sentido. Ele costuma fazer uma analogia entre uma plantação de eucaliptos e um jardim de bonsai: “o eucalipto tem um raiz curta, só estraga a terra [na plantação], é plantado e vendido em quantidade. O bonsai não. Não existe bonsai igual a outro, como não existe cliente igual a outro, nem uma pessoa igual a outra. Cada bonsai é único, ele tem a sua característica”.

Diante disso, a pergunta que devemos fazer quando nos pegamos querendo fazer tudo ao mesmo tempo é: “Qual o tamanho do jardim? De quantos bonsai eu consigo cuidar? Bonsai é equilíbrio. Que equilíbrio eu gostaria de dar ao meu negócio, à minha vida?”, questiona Tagawa.

Filosofia, Mente

Use os dias da semana para medir a qualidade de vida e garanta equilíbrio e bem-estar

28 de agosto de 2017

O que é ter uma vida boa para você? Na Filosofia do Bonsai, quanto mais equilibrados somos ao praticar aquilo que faz bem para o nosso corpo e mente, maior é a probabilidade de sentirmos bem-estar. Usar os dias da semana para medir a qualidade de vida, ou seja, o nível de satisfação pessoal com a rotina que levamos, pode nos ajudar a atingir o equilíbrio. Uma forma é aplicar o conceito “5 por 2”, como propõe Alexandre Tagawa, idealizador da filosofia.

Como medir a qualidade de vida?

Foi aos poucos que o empresário Tagawa descobriu que práticas como meditação, rituais, alimentação saudável e a realização de atividades físicas colaboravam para que a vida dele fosse mais harmônica e equilibrada. Contudo, durante muito tempo ele praticou essas atividades de forma irregular: ou seja, meditava só de vez em quando, fazia muitos exageros na alimentação durante a semana e só praticava exercícios físicos esporadicamente.

A falta de comprometimento resultava em uma vida cheia de altos e baixos. Ele vivia ansioso, estressado ou irritável. Não era raro descontar essa ansiedade em exageros na alimentação, comendo mais para “compensar” o nervoso – aquele hábito que muitos de nós conhecemos. Outro reflexo do desequilíbrio emocional era sentido no relacionamento pessoal e profissional, com brigas e discussões frequentes com familiares ou funcionários.

Ele vivia dessa forma até que resolveu fazer um “check up” geral e recebeu o diagnóstico de ter Esôfago de Barrett (que é, de forma simples, uma agressão ao esôfago por conta de refluxo). Ele precisou passar por uma cirurgia e desde então modificou todos os seus hábitos alimentares e de saúde física e mental. Caso não tivesse detectado a doença, ela poderia se desenvolver para um câncer no futuro.

Bem-estar medido pelos dias da semana

Tagawa começou a sentir os reflexos das práticas propostas pela Filosofia do Bonsai quando se comprometeu a realizá-las quase todos os dias. Quando percebeu o bem que essa regularidade proporcionava para o seu corpo e mente, criou a própria régua para se manter “na linha”.

O sistema, nomeado por ele de “5 por 2”, funciona da seguinte forma: dos sete dias da semana, ele se organiza para cumprir os preceitos da filosofia por no mínimo cinco dias. Se conseguir mais, por seis ou sete dias, melhor ainda.

“Se você conseguir estar ao menos cinco dias da semana bem, alimentando-se bem, meditando, fazendo rituais, praticando exercícios físicos, você vai realmente conseguir suportar qualquer adversidade”, assegura.

Tagawa acredita que esse conceito de “5 por 2” pode ajudar as pessoas a encontrarem o caminho da alegria, da felicidade, da espiritualidade e da saúde. “O que eu idealizo é o ‘6 por 1’, ou seja, manter o total equilíbrio por seis dias para em um deles poder comer um pouco mais, beber álcool, deixar de praticar exercício físico”, explica.

Cada um pode usar a régua para cumprir qualquer meta para a vida pessoal ou profissional. Ela nos permite prosseguir quando damos aquela escapadinha daquilo que propomos, pois sabemos que ainda há outros dias pelas frente para compensar o dia desequilibrado.

“Eu só comecei a tomar a consciência de que é muito fácil medir seu grau de felicidade quando comecei a usar os dias da semana. A semana tem sete dias. Você precisa estar pelo menos cinco dias bem com você mesmo. Isso já mostra que você está no caminho do equilíbrio”, conclui.

Autodesenvolvimento, Mente

Diário das três bênçãos: exercite a gratidão no dia a dia e estimule pensamentos positivos

24 de agosto de 2017

Por Gabriela Gasparin

A palavra “gratidão” está na moda nos dias atuais – sendo muitas vezes substituída pelo tradicional “obrigado ou obrigada”. Ao ouvi-la com frequência, desperta em nós o desejo, ou ao menos a curiosidade, sobre como seria exercitar a gratidão no dia a dia. Afinal, não basta apenas externalizar uma palavra a esmo sem estar interiormente grato. Existe um exercício simples chamado “Diário das três bênçãos” que, se realizado todos os dias, promete nos levar a uma verdadeira mudança interior – abrindo espaço na nossa mente para o agradecimento.

Como exercitar a gratidão no dia a dia

Apesar de a palavra gratidão estar em voga nos dias atuais, os benefícios de praticá-la, como todos sabemos, não são nenhuma novidade. “As pessoas felizes lembram o passado com gratidão, alegram-se com o presente e encaram o futuro sem medo”, já dizia o filósofo grego Epicuro.

Especialistas afirmam que a prática do “Diário das três bênçãos”, um exercício da Psicologia Positiva, tem base científica comprovada e é verdadeiramente eficaz ao trazer bem-estar aos praticantes, aliviando irritação, mau humor e proporcionando pensamentos otimistas e positivos.

De acordo neurocientista Pedro Calabrez, é cientificamente comprovado que a mente humana é mais voltada para o lado negativo do que positivo. Por conta disso, precisamos exercitar o lado otimista dos pensamentos para que os pessimistas não nos consumam – assim como um músculo que fica flácido se não é utilizado.

“É fácil você perceber como a dor de perder mil reais é maior do que o prazer de ganhar mil reais. Curiosamente, a gente sabe que é a mesma coisa, mas a dor é maior”, afirmou Calabrez, em entrevista à rádio CBN.

Pratique o Diário das Três Bênçãos

O Diário das Três Bênçãos é um exercício simples e rápido para ser feito diariamente antes de dormir, explica Calabrez. É importante que seja um ritual diário, para que a mente se acostume a pensar nas coisas boas todos os dias. Aliás, o exercício funciona muito bem se combinado com o ritual matinal de intenções proposto pela Filosofia do Bonsai – saiba como fazer um ritual matinal aqui.

Passo a passo:

1 – À noite, antes de dormir, anote em um caderninho ou no computador três coisas que aconteceram de positivo durante o seu dia. Não é necessário que sejam coisas mirabolantes ou excepcionais, podem ser coisas boas, mas simples. Por exemplo: “recebi uma mensagem de WhatsApp que me fez bem”; “minha esposa ou marido (ou parceiro/a) me trouxe um sorvete favorito na volta do trabalho”; “chegou uma compra que fiz pela internet de algo que eu queria ou precisava muito”.

2 – Ao lado dos itens, escreva “por que são coisas positivas” ou “por que elas aconteceram”. Por exemplo: “a mensagem de WhatsApp era de um amigo/a que eu estava com saudade e ele/a lembrou de mim”; “minha esposa (marido ou parceiro/a) mesmo cansada após um dia de trabalho ainda se preocupa em me agradar” ou “ele/ela me trouxe o sorvete porque eu lembrei de pedir para trazer pois eu queria”; “é muito bom eu ter o livro que eu comprei em mãos, pois agora posso lê-lo e isso me fará bem”.

3 – Faça isso diariamente e avalie os efeitos positivos da prática. Perceba como você se sente após fazer a anotação das coisas boas que aconteceram e se isso provocou uma sensação boa, de bem-estar.

A intenção é que o exercício se torne um hábito diário. “Depois de um mês prometo que você vai se sentir um pouco melhor. Você vai estar treinando e forçando a sua cabeça a olhar paras coisas positivas que acontecem e fugir um pouco da negatividade”, garante Calabrez.

* Gabriela Gasparin é jornalista, escritora e autora do livro “Vidaria, uma coletânea de sentidos da vida”. É também criadora do blog Vidaria

Filosofia, Mente

Quais valores guiam suas escolhas e decisões na vida?

14 de agosto de 2017

Você já parou para pensar em quais são os seus valores? Aqueles que permeiam suas escolhas e decisões na vida? Na Filosofia do Bonsai, conhecer a fundo os próprios valores é fundamental para ter uma vida próspera e equilibrada – item que é trabalhado dentro do pilar raiz. Ter em mente cada valor que nos guia é essencial para não cairmos em contradições com o que buscamos ou acreditamos. Mas, antes disso, é preciso entender o que é valor e como identificar os seus.

Afinal, o que são valores humanos?

“O valor de um homem mede-se pelo seu querer, não pelo seu saber”, explica o filósofo alemão Johann Friedrich Herbart. A frase nos ajuda a entender o significado de valor humano. Os valores são as verdades que guiam nossas decisões; ou seja, aquilo que internamente buscamos porque é importante para a nossa vida.

No livro “Desperte o Gigante Interior”, o renomado especialista em neurolinguística Anthonny Robbins esclarece: “qualquer coisa que você muito preza pode ser considerada um valor”. Ele explica que prezar alguma coisa significa atribuir-lhe importância.

Conhecer o que é de fato importante para nós, o que realmente defendemos, é essencial na hora de definir valores, pois são essas características que devem guiar nossos comportamentos e ações. “Os valores guiam cada decisão que tomamos, e assim o nosso destino”, defende Anthonny Robbins em seu livro.

Como identificar seus valores

“Só o tolo confunde o valor com o preço”, afirma o poeta espanhol Antonio Machado. Hobbins sugere que há dois tipos de valores: os meios e os finais. E explica os conceitos da seguinte maneira:

“‘Quais são as coisas a que dá mais valor?’, você pode responder ‘Amor, família, dinheiro…’ Desses, o amor é o valor final que está procurando; em outras palavras, o estado emocional que deseja. Por outro lado, família e dinheiro são apenas valores que servem como meios. Em outras palavras, servem para você acionar os estados emocionais que realmente deseja.” O dinheiro, por exemplo, é um meio que pode levar a determinado valor final: que pode ser segurança, afirma.

O autor lista os valores finais invariavelmente citados por participantes em seminários, que são: Amor, sucesso, liberdade, intimidade, segurança, aventura, poder, paixão, conforto e saúde.

Robbins ressalta que quando não conseguimos definir o que é mais importante nas nossas vidas, a tomada de decisão se torna uma forma de tortura interior. “Precisamos compreender que a direção de nossas vidas é controlada pela pressão magnética de nossos valores. São a força à nossa frente, sistematicamente nos levando a tomar decisões que criam o rumo e supremo destino de nossas vidas.”

Paz de espírito

Viver de acordo com os valores, aliás, gera não só poder de decisão, mas também paz de espírito. Para Alexandre Tagawa, idealizador da Filosofia do Bonsai, isso ocorre a partir do momento que conseguimos entender que valores são inegociáveis – pois não abriremos mão deles na hora de decidir o caminho a seguir. “Na hora que você realmente constitui seus valores, no que você acredita, vai atrás disso”, defende.

Seja na vida pessoal ou profissional, devemos entender que viveremos por esses valores, não importa o que aconteça. E tal coerência deve ocorrer independente de haver ou não recompensas, ressalta Hobbins.

De acordo com o autor, devemos viver por nossos princípios mesmo em meio às tempestades, mesmo quando ninguém nos concede o apoio de que precisamos. E acrescenta: “o único meio de ter a felicidade a longo prazo é viver por nossos ideais mais altos; agir sistematicamente em consonância com o que acreditamos é fundamental em nossa vida.”

Mente, Vida Profissional

Com equilíbrio e planejamento, negócio sai de status ‘quebrado’ para ‘lucrativo’

8 de agosto de 2017

Abrir o próprio negócio exige planejamento e organização financeira. É o que o empresário Alexandre Tagawa, idealizador da Filosofia do Bonsai, aprendeu com os erros do passado. São dicas óbvias, mas ele “bateu muito a cabeça” até computar o aprendizado. E garante: focar no longo prazo, ter paciência e equilíbrio faz toda a diferença.

Recentemente Tagawa teve a chance de dividir o conhecimento com um jovem familiar que se desequilibrou ao empreender. Neste post compartilhamos a história de Maurício Tagawa, dono do restaurante de comida japonesa Sangawa.

Maurício quase colocou tudo a perder, mas conseguiu se reerguer e está organizando as finanças com as dicas que recebeu do primo Alexandre inspiradas na Filosofia do Bonsai. “Eles estavam quebrados e agora o negócio está saudável já”, afirma Alexandre, explicando que em três meses foi possível reverter o negócio do status “quebrado” para “lucrativo”.

Sonho de ter o próprio negócio

Formado em administração, Maurício, de 31 anos, trabalhou desde cedo com o pai no comércio de comida japonesa – seu pai comercializa os alimentos em feiras e eventos. A experiência fez ele gostar do ramo e não deu outra: ao ingressar na vida adulta, foi atrás de unir o útil ao agradável. Chegou a ter lanchonetes dentro de academias, mas não era bem o que queria. Em 2017 é que realizou o sonho de abrir o próprio restaurante de comida japonesa, o Sangawa.

Junto com a concretização do objetivo, porém, vieram os contratempos. Sem organização financeira, as dívidas surgiram rapidamente e o estabelecimento já abriu as portas no vermelho.

De acordo com Maurício, uma sequência de fatos atrapalhou a decolagem do negócio, como a contratação de pessoas erradas e o roubo de um automóvel. “Tínhamos vendido nosso carro para usar o dinheiro e colocar no negócio. Pegamos um outro bem mais barato, mas com menos de um mês de uso, o roubaram”.

Além disso, a abertura da loja atrasou quase três meses. “Esse tempo parado fez minha conta do banco estourar. Parecia um pesadelo, nem gosto de lembrar”, desabafa. E acrescenta: “a coisa estava tão feia que até peso perdi, foram quase 8 quilos.”

Ou muda ou fecha

Em um almoço com o primo Alexandre Tagawa, Maurício comentou sobre a situação financeira em que se encontrava e recebeu o seguinte alerta: “ele logo falou que precisávamos mudar ou em menos de um mês iríamos quebrar, pois a dívida era muito grande.”

Com base em suas experiências anteriores, Tagawa montou um plano de ação para ajudar o primo a evitar a quebra. Ambos são bem próximos e o primeiro emprego de Maurício inclusive foi na agência de publicidade do primo, o que facilitou no processo de “consultoria” criado por Tagawa.

Organizando a casa

A palavra-chave para a mudança, segundo Maurício, foi organização. E é aí que entra a Filosofia do Bonsai. Isso porque, segundo o empreendedor, ele e sua esposa Juliana Santana, que são sócios, estavam tão desesperados com a situação que não conseguiam parar para pensar sobre o que fazer. “Ele falou que deveríamos acalmar e começar a organizar”, revelou.

Por conta das dívidas, o estado psicológico dos sócios ficou abalado e eles não conseguiam enxergar uma luz no fim do túnel. “Mesmo vendendo bem, existia muita desorganização. Acho que eu estava passando por uma fase tão difícil na vida do ponto de vista financeiro que acabou virando um desespero.”

Alexandre fez uma espécie de consultoria com o primo. Para isso, ele olhou tudo: conceito, caixa, gestão e descobriu o que eles estavam fazendo de errado. “Eles pegaram dinheiro em banco, se endividaram, não fizeram planejamento, não entenderam que tem juros”. Isso porque, ao antecipar com o banco os recebimentos dos cartões, as taxas são altíssimas. Além disso, ambos misturavam as despesas pessoais com as da empresa em uma conta só.

Entre as principais mudanças propostas por Alexandre estão: fazer um planejamento financeiro, definir um pró-labore, cortar gastos pessoais (reduzir o padrão de vida ao máximo a princípio), administrar as dívidas e priorizar o pagamento das mais importantes primeiro.

Disciplina

Enquanto isso, o casal está “pagando o preço” da desorganização e trabalhando pesado. Eles trabalham de segunda a segunda, de 13 a 14 horas por dia. É claro que se trata de um período de ajustes apenas para quitar as dívidas, e não será sempre assim. Segundo Maurício, o que o mantém é a felicidade de ter aberto a loja, mas em breve contratará um funcionário para ajudar.

“O mais difícil de cortar gastos é não ter funcionário, porque trabalhar direto sem descansar é bem complicado. Tem dias que tudo dói (referindo-se a dores musculares), mas sabemos que é para o bem.”

De acordo com Alexandre, o dinheiro está entrando e aos poucos o casal está quitando as dívidas. “Ele continua antecipando o crédito, então ele ainda está pagando uma taxa de juros alta. Até um tempo ele vai pagar, até fazer capital de giro suficiente para deixar de antecipar o cartão”, explicou.

Maurício afirma que está seguindo à risca as recomendações do primo. “Sempre falo que nunca mais quero passar pelo que passamos. Já ficou mais do que claro o que não devemos fazer.” E garante que está dando muito certo. “Tenho certeza de que até final do ano teremos o capital de giro que planejamos juntos.”

Equilíbrio para crescer

Assim como na vida, é preciso equilíbrio também nos negócios para alcançar a prosperidade, diz Alexandre, citando a Filosofia do Bonsai. “Ao abrir o negócio próprio, o equilíbrio chega com o planejamento. Se você pensar no curto prazo, você não vai conseguir crescer. E a paciência é fundamental.”

Segundo o empresário, na hora em que o casal entendeu o propósito em relação ao negócio deles e mudou a perspectiva de enxergar isso, eles conseguiram se organizar. A lógica é focar nas ações prioritárias visando os resultados no futuro. Para isso, é preciso saber onde se quer chegar. “Na hora que você consegue fazer esse desenho, automaticamente você consegue ter resultado.”

Filosofia, Mente

‘Toda grande caminhada começa com um simples passo’, disse Buda

4 de agosto de 2017

“Toda grande caminhada começa com um simples passo”. Atribuída a Buda, essa frase é um estímulo e tanto a ser lembrado toda vez que formos começar uma mudança, da mais simples à mais complexa. Pode ser trocar de emprego, fazer novas amizades, morar fora ou mudar radicalmente de vida. Seja lá qual for seu desejo, lembre-se: para o sonho ser concretizado é indispensável dar o primeiro passo.

O que nos impede de dar o primeiro passo

Começar uma mudança sempre parece ser mais difícil do que dar continuidade a algo que já foi iniciado. É por isso que o poeta da Roma antiga Horácio disse: “quem começa uma coisa já tem metade feita”.

Fatores como preguiça, insegurança, medo e ansiedade são características paralisantes que nos impedem de realizar sonhos e atingir objetivos. Eles precisam ser combatidos quando percebemos que estamos procrastinando na hora de colocar um plano em prática.

Perguntas que podem ser feitas são: por que estou tão inseguro para tomar tal atitude? O que temo? Por que tenho tanta preguiça de começar a me exercitar? Por que estou com medo de mudar de emprego? Por meio do autoconhecimento encontramos as respostas dentro de nós mesmos, e isso nos ajuda a entender o que está nos impedindo de caminhar.

Começar é mais simples do que parece

Outra ação importante é ter consciência de que o primeiro passo geralmente é mais simples do que se imagina. É comum ficarmos ansiosos quando olhamos apenas para o objetivo final, para o resultado esperado lá na frente. A ansiedade nos atrapalha a focar nas ações práticas que precisam ser tomadas, cada uma a seu tempo, para atingir o desejo final.

Toda meta tem uma primeira ação, algo imprescindível para que ela seja concretizada. Se o objetivo é mudar de emprego, é preciso fazer um plano de ação e pensar: que medida devo tomar diariamente para atingir essa meta, e dentro de quanto tempo? Você provavelmente terá de se planejar para se candidatar a vagas ou entrar em contato com empresas. O primeiro passo pode ser enviar um e-mail por dia para cada empresa onde pretende trabalhar, o que não é tão difícil assim.

O mesmo vale para qualquer sonho: pesquisar o que é preciso fazer para realizá-lo é indispensável para chegar ao objetivo.

Disciplina para alcançar objetivos

Estar em equilíbrio com o corpo e a mente também nos ajuda a ter foco para realizar objetivos. Muitas medidas propostas na Filosofia do Bonsai para se ter uma vida equilibrada, por exemplo, exigem disciplina.

Alimentar-se bem, fazer atividades físicas com frequência, cuidar da mente por meio de meditação, rituais ou respiração são práticas que proporcionam bem-estar e maior qualidade de vida. Contudo, para sentir os resultados positivos é preciso começar.

Dar o primeiro passo não significa fazer uma mudança radical de um dia para outro, alcançar o objetivo amanhã. Quando paramos para olhar nas ações possíveis para serem feitas a cada dia, as limitações desaparecem. Há um poema Álvaro de Campos, um dos heterônimos de Fernando Pessoa, que diz: “na véspera de não partir nunca, ao menos não há que arrumar malas, nem que fazer planos em papel”.

Se formos pensar assim, jamais partiremos e viveremos na véspera de concretizar nossos sonhos. Que tal fazer o tão esperado amanhã chegar, começando por hoje?

Autodesenvolvimento, Mente

Evoluir exige sabedoria: veja 5 passos para aprender com os erros

28 de julho de 2017

“O homem que não comete erros geralmente não faz nada”, diz a sábia máxima atribuída ao diplomata americano Edward John Phelps. Muitas vezes deixamos de agir com medo de errar, postura que nos impede de realizar sonhos e crescer. Em vez de ficarmos paralisados por temor ao fracasso, devemos agir e, caso o tombo venha, ter a sabedoria de aprender com os erros.

Como aprender com os erros?

1 – Tenha consciência do erro

De acordo com o dicionário da língua portuguesa, errar significa “desviar-se do caminho considerado correto, bom e apropriado; enganar-se”. O primeiro ponto que devemos ficar atentos quando cometemos um erro é ter consciência dele; afinal, algo foi desviado ou feito de forma incorreta para a existência da falha.

2 – Assuma a falha

Ninguém gosta de errar, mas ter humildade de assumir o erro é um importante passo para superá-lo. Afinal, negar a falha e continuar agindo como se nada tivesse acontecido só prolongará o problema – ou pior, fará com que ele se intensifique ou torne a acontecer. Tenha em mente que o erro só ocorreu na tentativa de acertar.

3 – Entenda por que o erro ocorreu

Também de nada adianta assumir a falha mas não refletir sobre o que a motivou. Aprender com os erros significa entender porque eles ocorreram e buscar alternativas e soluções para repará-los ou não cometê-los novamente. Após entender o erro e assumi-lo, questionar-se sobre o que poderia ser feito de forma diferente é etapa importante para o aprendizado.

4 – Aprenda com ele

Aprender com o erro nada mais é do que entender como a falha ocorreu e não tornar a repeti-la. Uma dica para isso pode ser conversar com amigos, profissionais, pessoas envolvidas no incidente, buscar literaturas ou especialistas que saibam soluções para o problema. Tal postura exige consciência e disciplina, mas é completamente recompensadora a cada aprendizado.

5 – Não tenha medo de agir novamente

Erro cometido, aprendizado computado, não tenha medo de continuar caminhando e tomar novas ações. Há uma outra frase, do poeta italiano Arturo Graf, que diz: “Existem pessoas obcecadas pela prudência que, por pretenderem evitar o menor dos erros, fazem da vida inteira um único erro”.

Equilíbrio para seguir em frente

Alexandre Tagawa, idealizador da Filosofia do Bonsai, passou por muitos altos e baixos como empresário, chegando inclusive a receber pedido de falência de empresas por inexperiência. Foram fases de dificuldades. A cada queda, ele afirma que precisava “renascer das cinzas como a Fênix”, o que exigia muita energia e esforço, gerando estresse.

Com o passar do tempo, percebeu que quanto mais equilibrado estava em sua vida, cuidando de si, mais atento ele ficava aos atos do dia a dia, evitando tombos tão drásticos. “Depois de eu buscar conhecimentos, cursos de autoajuda, de leader coach ou transformação, eu comecei a entender que eu não precisava mais renascer das cinzas, que vinha a adversidade mas eu não precisava mais ir até o fundo do poço, que eu posso fazer a curva ser não tão descendente.”

Em vez de chegar até o fundo do poço, os aprendizados que teve ao longo da vida o fizeram ser mais precavido em alguns pontos como empresário, por exemplo. Como inspiração para aprender com os erros, ele cita o texto abaixo:

Autobiografia em 5 capítulos (do “O Livro Tibetano do Viver e do Morrer”)

  1. Ando pela rua.

Há um buraco fundo na calçada.

Eu caio…

Estou perdido… sem esperança.

Não é culpa minha.

Leva uma eternidade para encontrar a saída.

  1. Ando pela mesma rua.

Há um buraco fundo na calçada.

Mas finjo não vê-lo.

Caio nele de novo.

Não posso acreditar que estou no mesmo lugar.

Mas não é culpa minha.

Ainda assim leva um tempão para sair.

  1. Ando pela mesma rua.

Há um buraco fundo na calçada.

Vejo que ele ali está

Ainda assim caio… é um hábito.

Meus olhos se abrem.

Sei onde estou.

É minha culpa.

Saio imediatamente.

  1. Ando pela mesma rua.

Há um buraco fundo na calçada.

Dou a volta.

  1. Ando por outra rua.

De acordo com Tagawa, o texto nos inspira a refletir sobre nossas falhas. “É interessante para ver em qual estágio você está. Durante muito tempo da minha vida eu fiquei no primeiro estágio. Avisto o buraco, caio e é uma eternidade para sair. Hoje eu consigo identificar a situação adversa não tendo que voltar para o Capítulo 1”, revela.

Diz, ainda, que tem vezes que sai do buraco, mas não consegue fazê-lo imediatamente. “E tem vezes que estou tão equilibrado que já ando por uma outra rua, eu não preciso enxergar o buraco”, analisa.

Autodesenvolvimento, Mente

Por que o planejamento financeiro é essencial para ter uma vida equilibrada

26 de julho de 2017

Dinheiro traz felicidade? Existem inúmeras respostas para a clássica pergunta. Há quem acredite que sim e há quem diga que não. Contudo, uma coisa é certa: estar endividado ou desorganizado financeiramente, seja lá qual for seu padrão de vida, traz estresse e, consequentemente, pode te deixar infeliz. Fazer um planejamento financeiro é essencial para ter uma vida saudável e equilibrada, um dos princípios da Filosofia do Bonsai.

A importância de ter equilíbrio financeiro

Seja qual for seu objetivo de vida, recursos e alguma renda serão necessários para realizá-lo. Não há como negligenciar a importância do capital para ter se ter uma vida harmônica. Exceto raríssimas exceções, é preciso de dinheiro para qualquer meio de vida – do mais robusto ao mais modesto.

Nos dias atuais muitas pessoas estão entendendo a importância de ter uma vida mais simples. Para isso, organizar as finanças é fundamental. É preciso avaliar os gastos e definir quais realmente são desnecessários.

Situação mais alarmante é a de quem possui dívidas e não consegue se livrar delas. “Como é que você consegue ter equilíbrio se você está devendo? Se você não consegue se organizar financeiramente?”, avalia Alexandre Tagawa, idealizador da Filosofia do Bonsai.

Tagawa não diz isso em vão. Ele passou anos da vida desorganizado financeiramente, vivendo endividado no cartão de crédito. Empreendedor desde os 20 anos, por muito tempo ele não separou as contas pessoais das do negócio, o que causava muitos transtornos – ele chegou a receber pedido de falência de uma empresa. “As coisas não caminhavam”, lembra.

Tudo mudou quando ele foi apresentado a uma planilha de planejamento financeiro. Aos poucos começou a organizar as contas e de endividado passou a ser poupador e, com o tempo, investidor. “Na hora em que eu consegui separar as contas e fazer um planejamento financeiro, aplicar em uma planilha de Excel o quanto eu gastava, qual era a minha despesa, meu gasto com alimentação, com vestuário, lazer e moradia, as coisas começaram a melhorar.”

Dicas para se organizar financeiramente

1 – Liste ganhos e gastos

O primeiro passo para colocar as finanças em ordem é saber exatamente qual é sua renda mensal e o quanto você gasta. Coloque tudo em uma tabela, as receitas de um lado e as despesas do outro. A regra básica é: os gastos jamais podem ser maiores do os ganhos. Se isso estiver acontecendo, é hora de olhar com calma cada uma das despesas e começar a cortá-las.

2 – Repense suas necessidades

Você realmente precisa de tudo o que compra ou consome? Por meio do autoconhecimento, da meditação, busque organizar seus pensamentos e reveja a vida que tem levado. Nessa introspecção você pode encontrar respostas para um meio de vida mais simples – nem que seja apenas durante o período necessário para cortar gastos.

3 – Corte despesas

Essa é parte mais difícil de ser aplicada. Contudo, não há como fugir dela. Aqui vale de tudo: desde cortar compras supérfluas (para quem as faz) a até abrir mão de gastos importantes para quem não tem alternativa. Elimine o máximo possível, como compras de roupas ou acessórios novos, refeições fora ou passeios caros – substitua-os pelos gratuitos. Troque o carro pelo transporte público ou pela bicicleta.

4 – Troque ou venda bens

Bens que estão fora de uso podem valer algum dinheiro. A internet ajuda nessa troca, com vários sites e lojas virtuais em que qualquer um pode fazer um cadastro, comprar, trocar e vender o que quiser. Quer trocar de celular? Talvez alguém pague algo pelo seu e você possa comprar um do modelo que quer de segunda mão, pagar mais barato e ainda dar o dinheiro que recebeu pela venda do seu como parte do pagamento.

5 – Negocie suas dívidas

Tenha em mente que o objetivo é eliminar as dívidas ou renegociá-las. Tente acumular o máximo de dinheiro possível para quitar empréstimos, como vender veículos, bens que não estejam sendo usado, etc. Procure trocar dívidas caras, como a do cartão de crédito, por crédito mais em conta (como um consignado ou empréstimo pessoal). Vá a bancos, financeiras e pesquise com calma os juros. Não elimine a possibilidade de consultar amigos ou familiares que possam ajudar com algum empréstimo mais barato.

6 – Poupe e invista

Após organizar as contas, é hora de pensar em guardar dinheiro. Ter uma reserva é importante para eventuais emergências e nos dá liberdade para tomar decisões que envolvam a questão financeira – como fazer aquela viagem que apareceu de última hora ou até mesmo consertar o notebook que quebrou de um dia para o outro. Não há regra, mas é recomendado guardar de 10% a 30% da renda mensal. O próximo passo é investir o dinheiro em soluções rentáveis – o que exige pesquisa, mas há opções para todo o tipo de bolso e perfil. Para quem é conservador e está começando, uma dica clássica dos economistas é fugir da Poupança, que rende pouco, e buscar o Tesouro Direto.

Autodesenvolvimento, Mente

Como aceitar o sofrimento e agradecer ao bem que ele pode proporcionar

21 de julho de 2017

Por Gabriela Gasparin

“O sofrimento lapida a alma”, diz um provérbio chinês. “Quem não quer sofrer, nasce morto”, sentencia outro ditado popular. A sabedoria dessas frases nos leva a concluir: o sofrimento não só faz parte da vida, como nos ajuda a evoluir. Apesar de ninguém gostar de sofrer, se tivermos consciência de que a fase difícil nos leva a uma evolução ou aprendizado, será menos penoso enfrentá-la. Aceitar a dor às vezes é o melhor que podemos fazer para, no futuro, entendermos por que ela veio.

É possível aceitar o sofrimento?

No bestseller “O poder do agora” o escritor alemão Eckhart Tolle diz que a resistência ao sofrimento apenas o intensifica. Ele nos chama a atenção para a sabedoria contida nas artes marciais: “não ofereça resistência à força opositora, submeta-se para superá-la”, sugere.

A resistência perante o sofrimento acontece quando fazemos de tudo – em ações e pensamentos – para que ele não exista, em vez de aceitá-lo. Em seu livro, Tolle sugere que o mais sensato a fazer diante uma situação difícil é perguntar-se: “existe alguma coisa que eu possa fazer para mudar a situação, melhorá-la ou me tirar dela?”

Se houver, ele recomenda que tomemos a atitude adequada. Contudo, caso não haja o que fazer nem como escapar da situação, devemos usar isso para irmos mais fundo no nosso “ser”, na nossa “entrega à vida”, no “agora”. Tolle defende que “a mudança sempre acontece por caminhos estranhos, sem a necessidade de uma grande quantidade de atitudes da sua parte”.

Paciência para esperar a dor passar

Em entrevista amplamente disseminada nas redes sociais, a filósofa Viviane Mosé sugeriu atitude semelhante à proposta por Eckhart Tolle. Disse Mosé: “o sofrimento nos move. Eu não tenho que buscar o sofrimento, mas eu não tenho que achar que devo acabar com o sofrimento. Não sou eu que tenho que acabar com o sofrimento, ele acaba por ele.”

Sabemos que é muito difícil pensar de tal maneira na hora que a dor chega. Queremos fazer de tudo para que ela vá embora o mais rápido possível. Contudo, conforme vamos aceitando e deixando a maré baixar, é comum entendermos o motivo de seu surgimento nas nossas vidas, não é verdade?

Há males que vêm para o bem

Há situações ruins, inclusive, em que não só aprendemos com elas como depois agradecemos sua chegada, pois percebemos o quanto evoluímos ou conseguimos encontrar formas de superá-la. Afinal, como diz um terceiro ditado: “há males que vêm para o bem”.

Um exemplo disso é quando somos demitidos e, após passar por apuros para encontrar outra fonte de renda, percebemos que éramos capazes de fazer muito melhor. Ou em términos de relacionamentos: é comum percebermos que havíamos deixado de lado muitos gostos pessoais e, após o fim de um namoro ou casamento, nos “reencontrarmos com quem éramos antes”.

A filósofa Viviane Mosé sugere que todo sofrimento tem um processo de maturação no corpo, que se elabora e depois termina. O problema, segundo ela, é que não queremos dar o tempo do sofrimento no corpo. “Uma das razões do sofrimento é o rompimento da alma para ela se tornar maior. E quando a alma se torna maior, nela cabe mais mundo, ela permite mais contradição. Então uma pessoa amadurece quando ela lida melhor com o sofrimento”, opina.

Agradecer ao sofrimento

Mosé explica que quando um sofrimento chega na vida dela, costuma se perguntar: “Que aspecto da minha alma precisa crescer e se transformar?” A intenção é “conversar com o sofrimento” e entendê-lo. “Eu agradeço a cada um dos meus sofrimentos. Eu não abro mão de nenhum deles.”

Na mesma direção, Tolle sugere: “torne-se um alquimista. Transforme o metal em ouro, o sofrimento em consciência, a infelicidade em iluminação.”

* Gabriela Gasparin é jornalista, escritora e autora do livro “Vidaria, uma coletânea de sentidos da vida”. É também criadora do blog Vidaria.

Autodesenvolvimento, Mente

Como desenvolver a resiliência para alcançar metas e objetivos

18 de julho de 2017

“Os grandes navegadores devem sua reputação aos temporais e tempestades”. A frase, do filósofo grego Epícuro, nos estimula a ter força e persistir nos momentos difíceis da vida, ou seja, a sermos resilientes. Tal característica não é fácil de ser alcançada, mas desenvolver a resiliência é essencial para todos os que desejam vencer obstáculos e atingir objetivos de longo prazo.

Como desenvolver a resiliência

Na física, resiliência é a propriedade que alguns corpos têm de retornar à forma original após terem sido submetidos a uma deformação elástica. Adaptado às nossas vidas, o termo representa nossa capacidade de recuperação ante os desafios da vida.

Ser uma pessoa resiliente é conseguir enfrentar obstáculos, mudanças e situações imprevistas sem perder a esperança ou se desesperar – ou seja, não se deixar derrotar ante as adversidades. É passar por desafios com dignidade, absorvendo os aprendizados, e ter capacidade de recomeçar ou se reerguer. Mas como desenvolver tal habilidade?

Cuide do corpo e da mente

Cuidar do corpo e da mente é uma forma de manter o equilíbrio e estar preparado para agir com maturidade na hora em que surgir um grande problema. Outro ponto é conhecer a si mesmo e saber quais são suas crenças, valores e objetivos. Estar certo de onde se quer chegar é um estímulo e tanto para manter-se firme e não desistir logo no primeiro desafio.

Dentro da Filosofia do Bonsai, uma maneira de praticar o autoconhecimento é por meio da meditação, da prática de rituais diários e da busca por conhecimento (como leituras, terapias ou conversas). Conhecer as próprias raízes também é de extrema importância: conhecer a própria essência e do que somos capazes nos dá segurança e confiança para seguirmos adiante, mesmo quando tudo der errado.

Aprenda com os erros

“A resiliência é um grande motivador. Durante a vida toda eu tive que praticar resiliência, mesmo não tendo conhecimento da palavra, porque são tantas adversidades, você tem que mudar tantas vezes de direção que se você não tem resiliência, você quebra”, afirma o empresário Alexandre Tagawa, idealizador da filosofia.

Empreendedor desde os 20 anos, ele já fechou negócios por inexperiência ou problemas de gestão. Tagawa revela que, no passado, agia muito por impulso. Primeiro aceitava os desafios para depois pensar como iria resolvê-los.

Foi “batendo cabeça” que o empresário aprendeu a ter resiliência, persistência, e a reerguer-se a cada queda. Nesse sentido, a prática da Filosofia do Bonsai o ajudou a manter-se equilibrado internamente e a ter força para recomeçar quando necessário.

Assim como um elástico consegue voltar ao normal após ser esticado, nós também temos tal capacidade; basta estarmos preparados para aguentar sermos “esticados” com firmeza. Ao voltarmos ao nosso estado natural, conseguimos entender o que ficou do movimento.

“É que nem em um tsunami: você consegue avaliar o tsunami quando ele está no seu auge? Não dá. Você tem que esperar a água baixar para ver o estrago que foi feito. Aí você entende o que pode fazer. Não dá para agir com a água cobrindo tudo”, avalia Tagawa.