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Autodesenvolvimento, Mente

Como desenvolver a resiliência para alcançar metas e objetivos

18 de julho de 2017

“Os grandes navegadores devem sua reputação aos temporais e tempestades”. A frase, do filósofo grego Epícuro, nos estimula a ter força e persistir nos momentos difíceis da vida, ou seja, a sermos resilientes. Tal característica não é fácil de ser alcançada, mas desenvolver a resiliência é essencial para todos os que desejam vencer obstáculos e atingir objetivos de longo prazo.

Como desenvolver a resiliência

Na física, resiliência é a propriedade que alguns corpos têm de retornar à forma original após terem sido submetidos a uma deformação elástica. Adaptado às nossas vidas, o termo representa nossa capacidade de recuperação ante os desafios da vida.

Ser uma pessoa resiliente é conseguir enfrentar obstáculos, mudanças e situações imprevistas sem perder a esperança ou se desesperar – ou seja, não se deixar derrotar ante as adversidades. É passar por desafios com dignidade, absorvendo os aprendizados, e ter capacidade de recomeçar ou se reerguer. Mas como desenvolver tal habilidade?

Cuide do corpo e da mente

Cuidar do corpo e da mente é uma forma de manter o equilíbrio e estar preparado para agir com maturidade na hora em que surgir um grande problema. Outro ponto é conhecer a si mesmo e saber quais são suas crenças, valores e objetivos. Estar certo de onde se quer chegar é um estímulo e tanto para manter-se firme e não desistir logo no primeiro desafio.

Dentro da Filosofia do Bonsai, uma maneira de praticar o autoconhecimento é por meio da meditação, da prática de rituais diários e da busca por conhecimento (como leituras, terapias ou conversas). Conhecer as próprias raízes também é de extrema importância: conhecer a própria essência e do que somos capazes nos dá segurança e confiança para seguirmos adiante, mesmo quando tudo der errado.

Aprenda com os erros

“A resiliência é um grande motivador. Durante a vida toda eu tive que praticar resiliência, mesmo não tendo conhecimento da palavra, porque são tantas adversidades, você tem que mudar tantas vezes de direção que se você não tem resiliência, você quebra”, afirma o empresário Alexandre Tagawa, idealizador da filosofia.

Empreendedor desde os 20 anos, ele já fechou negócios por inexperiência ou problemas de gestão. Tagawa revela que, no passado, agia muito por impulso. Primeiro aceitava os desafios para depois pensar como iria resolvê-los.

Foi “batendo cabeça” que o empresário aprendeu a ter resiliência, persistência, e a reerguer-se a cada queda. Nesse sentido, a prática da Filosofia do Bonsai o ajudou a manter-se equilibrado internamente e a ter força para recomeçar quando necessário.

Assim como um elástico consegue voltar ao normal após ser esticado, nós também temos tal capacidade; basta estarmos preparados para aguentar sermos “esticados” com firmeza. Ao voltarmos ao nosso estado natural, conseguimos entender o que ficou do movimento.

“É que nem em um tsunami: você consegue avaliar o tsunami quando ele está no seu auge? Não dá. Você tem que esperar a água baixar para ver o estrago que foi feito. Aí você entende o que pode fazer. Não dá para agir com a água cobrindo tudo”, avalia Tagawa.

Alma, Espiritualidade

Ho’oponopono: o mantra havaiano que neutraliza mágoas e proporciona paz

13 de julho de 2017

“Sinto muito. Me perdoe. Eu te amo. Sou grato.” Essas palavras compõem o mantra havaiano conhecido como Ho’oponopono, usado para a limpeza da mente em relação a sentimentos como mágoa, rancor ou raiva. De acordo com a tradição havaiana, a repetição dessa frase feita com intenção e profundidade nos ajuda a lidar melhor com problemas de relacionamento, harmonizando pensamentos negativos em relação a quem nos causa maus sentimentos.

O que é o Ho’oponopono?

O Ho’oponopono é um mantra usado para restaurar a harmonia em toda a sociedade tradicional havaiana. “Ho’o” significa “fazer, agir” e “pono” significa “certo, corretamente”. A repetição da palavra “pono” intensifica o fazer corretamente.

De acordo com a especialista em cultura havaiana Mary Kawena Pukui, a palavra Ho’oponopono pode ser traduzida literalmente como “corrigir-se por erros do passado”, ou seja, “restaurar e manter boas relações entre a família e os poderes familiares e sobrenaturais”, explica uma reportagem da revista “Hawaii Magazine”, especializada nas tradições da ilha americana.

Como fazer o Ho’oponopono?

O mantra é um processo que nos auxilia a perdoar, dentro do possível, ou aceitar as dores ou problemas causados por quem estamos conectados.

O primeiro passo é identificar dentro de si os sentimentos ruins e estressantes causados por determinadas memórias ou lembrança, atentando-se à origem de cada um deles. Uma forma de conseguir se conectar profundamente com esses sentimentos é por meio da meditação. Um exemplo é quando vem à nossa mente uma sensação de raiva, rancor ou mágoa relacionada a alguma pessoa.

Esses registros ficam na nossa mente e costumam incomodar, atrapalhando nossas vidas e nosso dia a dia. Quando eles vêm à tona, fazer o mantra Ho’oponopono nos ajuda a limpar os pensamentos, amenizando nossa raiva com relação à pessoa que nos causa tal sentimento – aliviando a dor e, em longo prazo, nos levando para o perdão – ou aceitação.

Uso diário do mantra

Em sua meditação diária, Alexandre Tagawa, idealizador da Filosofia do Bonsai, reconhece os pensamentos negativos com relação a algumas pessoas ou situações – sentimentos que o atrapalharam durante anos no passado, mas que apenas com a meditação e quietude da mente ele conseguiu identificar.

Após ser apresentado ao Ho’oponopono, começou a ouvir diariamente o mantra, repetindo-o em sua mente após o processo de meditação. O mantra é feito sempre pensando na pessoa que lhe proporciona a sensação ruim. O resultado é que o incômodo passa e o dia fica muito mais harmônico e equilibrado, garante Tagawa.

Quando não fazia o mantra, as sensações negativas ficavam acumuladas dentro dele e eram descarregadas nas relações pessoais e de trabalho de forma inconsciente. Com o Ho’oponopono, ele garante que a frequência dessas descargas negativas em outras pessoas, por meio de discussões ou agressividade, tem reduzido a cada dia.

O exemplo de Tagawa revela o quanto o mantra havaiano pode nos ajudar a ter uma vida mais leve e equilibrada, o principal preceito da Filosofia do Bonsai. O Ho’oponopono visa dissolver a carga negativa de emoção e energia com relação a alguma pessoa, proporcionando paz para as nossas vidas.

Alma, Espiritualidade

Conheça a meditação ativa e diminua seu estresse em qualquer hora do dia

4 de julho de 2017

Por Gabriela Gasparin

Quando falamos em meditação, é comum vir à nossa mente a imagem de um monge de cabeça raspada sentado em posição de lótus no topo de uma montanha, não é mesmo? Apesar de a origem da prática estar relacionada a uma cena como essa, meditar está longe de exigir qualquer cenário, roupa ou postura específica. Aliás, é possível inclusive estar em estado meditativo durante as atividades do dia a dia, como dentro do ônibus ou na fila do banco, ação que pode ser chamada de meditação ativa.

O que é meditação ativa?

Primeiramente é importante saber o que é meditação, pois há várias formas de praticar e entender seu significado. Por se tratar de uma prática de origem milenar, com muitos adeptos no mundo inteiro (principalmente no Oriente), cada grupo desenvolveu técnicas próprias para meditar.

Porém, de uma forma simples e tradicional, meditar nada mais é do que o ato de ficar em silêncio, focado no presente, atento à respiração, aos sentimentos e sensações. Geralmente fica-se sentado com as pernas cruzadas, em posição de lótus ou meia lótus, com a coluna ereta e os olhos fechados (ou entreabertos).

A meditação ativa diferencia da clássica meditação na forma, mas não no objetivo. Isso porque o intuito da meditação é “acalmar” a mente, limpando os pensamentos sem se identificar com eles ou “levá-los a sério”.  Ao final, nos sentimos presentes ao momento atual, mais calmos, inteiros e relaxados, conectados com nosso interior.

A meditação ativa pode ser feita em situações diárias quando percebemos que essa conexão interior é possível. Ou seja: é aquele momento em que esvaziamos a mente das preocupações e de pensamentos sobre o futuro ou passado, focando-os no momento presente.

Nessa interpretação, a meditação ativa pode acontecer durante o café da manhã, na fila do banco, em um congestionamento, dentro do ônibus, em momentos do trabalho ou na prática de um exercício físico, por exemplo. Para isso, uma forma de se conectar com o interior é prestar atenção na respiração e no corpo – procurando uma postura adequada de acordo com a situação (sentado ou em pé, o importante é corrigir a postura, ficando inteiro no ato de estar presente).

Ação contemplativa versus contemplação ativa

Podemos entender por meditação ativa uma ação que nos eleve para um estágio de atenção e consciência. No livro “Vida Ativa”, o autor Parker Palmer avalia que contemplação e ação estão integradas na raiz. “A ação se torna algo mais do que um ir-e-vir, torna-se também um caso de contemplação, uma vereda pela qual podemos encontrar a verdade interior”, diz.

O autor sugere, de certa forma, maior consciência em todo ato que fazemos. Para ele, contemplação ativa pode ser olhar pela janela, ler um livro, meditar ou chorar uma perda dolorosa. Uma ação contemplativa, por sua vez, pode ser educar um filho, esculpir em madeira, entregar cartas, dirigir uma empresa, operar um computador, escrever um livro, cuidar de famintos, entre outros.

Alexandre Tagawa, idealizador da Filosofia do Bonsai, por exemplo, sente-se em meditação ativa quando faz uma atividade física que gosta muito: jogar futebol. Aos 17 anos, quando trabalhou em uma fábrica no Japão durante 12 horas por dia, também sentia-se assim, já que era operário e precisava ficar atento ao trabalho manual a ser realizado a cada instante. “Não dava tempo de pensar. É que nem quando eu estou jogando bola. Você zera a cabeça, é uma meditação ativa.”

Para quem não tem tempo ou ainda não consegue fazer a meditação tradicional, vale buscar oportunidades durante o dia para praticar a meditação ativa. São simples ações diárias que podem reduzir a ansiedade e o estresse e trazer mais paz ao dia a dia.

* Gabriela Gasparin é jornalista, escritora e autora do livro “Vidaria, uma coletânea de sentidos da vida”. É também criadora do blog Vidaria.

Autodesenvolvimento, Mente

Cuidar do corpo, mente e alma reflete em uma vida próspera

21 de junho de 2017

Quando vemos um bonsai com uma copa bonita, modelada e folhagem robusta, logo concluímos que a pequena árvore está sendo muito bem cuidada, não é verdade? Ficamos ainda mais surpresos quando há flores ou frutinhas, o que varia de acordo com a espécie e época do ano. Em uma analogia com as nossas vidas, na Filosofia do Bonsai a copa representa nossa missão e prosperidade; é o reflexo do cuidado que temos com nosso corpo, mente e alma.

 

O significado da copa na Filosofia do Bonsai

A copa de um bonsai revela a saúde e robustez da árvore. Mas não apenas isso: a folhagem é responsável pela absorção da luz do sol, processo indispensável para a fotossíntese e, consequentemente, para a manutenção da sua vida.

Na Filosofia do Bonsai, a copa representa o resultado de tudo o que foi e está sendo plantado e trabalhado em nossa existência. Isso ocorre em harmonia com os outros dois pilares da filosofia, que são a raiz e o tronco .

Assim como o bonsai precisa ter raízes profundas para absorver a energia do sol, água do solo e fazer o processo de fotossíntese, nós também precisamos estar preparados para atuar no mundo de acordo com nossas próprias crenças e valores, vivendo com equilíbrio e adquirindo a prosperidade com relação ao que buscamos – processo que deve ocorrer de dentro para fora, e não ao contrário.

“Muitas vezes, as pessoas relacionam a prosperidade ao sucesso, a ter todo o dinheiro do mundo. Mas a prosperidade na Filosofia do Bonsai não está atrelada a isso. Ter muito dinheiro também pode gerar uma crise de transformação se a pessoa não souber lidar com a situação”, avalia o empresário e publicitário Alexandre Tagawa, idealizador da filosofia.

 

Fases de renovação

Mas a copa do bonsai não precisa estar sempre cheia de folhas, flores ou frutos – assim como na vida não estamos sempre belos, saudáveis e certos do que queremos. Em um ciclo contínuo de renovação, muitas espécies das pequenas árvores perdem as folhas perto do inverno. Esse processo simboliza a possibilidade de renovação a cada fase da vida.

Assim como a copa do bonsai se renova periodicamente, na vida temos de estar cientes que períodos de transição e renovação são essenciais para nossa evolução.

“Então o conceito do bonsai é atingir a plenitude em diversas maneiras de existência, que pode estar acontecendo sem folhas”, avalia Tagawa. Em momentos de dificuldade e transição é necessário estarmos preparados mental e fisicamente. Com isso, conseguimos ter o foco necessário para avaliarmos possibilidades de novos caminhos.

“Se em algum momento você fica sem trabalho, essa situação pode ser aceita com plenitude, porque é uma preparação para o novo. É um momento em que você pode se resgatar, voltar para a sua raiz e tronco e refletir: o que está faltando aqui? Assim, quando a árvore florescer novamente, você estará mais forte”, sugere.

 

Meditação, Mente

Como começar a meditar, limpar os pensamentos e ter foco nas atividades do dia

19 de junho de 2017

Por Gabriela Gasparin

“A alma não quer ir para a frente. Quem quer ir para a frente é porque ainda não encontrou. Está ainda à procura”. A frase do escritor brasileiro Rubem Alves traduz o sentimento que atinge muitos de nós nos dias atuais: a ansiedade. Ficamos ansiosos porque não nos atentamos ao momento presente. Passamos a maior parte do tempo pensando no futuro. A meditação é uma prática que nos ajuda encontrar isso que, segundo Rubem Alves, “procuramos”. Ela nos traz para o aqui e agora, limpa os pensamentos e nos ajuda a ter foco. Mas como começar a meditar?

 

Meditação: o ato de limpar os pensamentos

Talvez o primeiro passo seja entender o que é meditação. De uma forma simples, meditar nada mais é do que o ato de ficar em silêncio, focado no presente, atento à respiração, aos sentimentos e sensações.

Há uma equivocada ideia disseminada popularmente de que meditar é “não pensar em nada”. Porém, tal definição é incorreta. É impossível não pensar em nada. O que é feito durante a meditação é observar os pensamentos chegando e indo embora, sem se fixar neles. Uma dica da monja zen budista brasileira conhecida como Monja Coen é: “não pense o pensamento”.

A posição mais comum é ficar sentado sobre uma almofada no chão, com as pernas cruzadas e a coluna ereta. Praticantes assíduos sentam-se com a perna em posição de “lótus” ou “meia lótus”. Mas quem não conseguir ou se sentir desconfortável pode se sentar em uma cadeira ou banquinho – sempre com a coluna reta.

A prática independe de religião ou tradição espiritual – apesar de às vezes pensarmos que possa estar ligada à crenças orientais. “Meditar serve para todo mundo. Não tem nada a ver com Oriente e Ocidente (…). É uma capacidade da mente humana que foi pouco desenvolvida e agora a gente está redescobrindo”, afirma a Monja Coen em vídeo em sua página. De acordo com ela, ao meditar limpamos os nossos excessos. “É tirar o extra e ver a essência do seu ser.”

 

Que tipo de meditação seguir?

Existem várias formas de praticar a meditação, desde as tradicionais voltadas ao budismo (zen ou tibetano), yoga ou hinduísmo, até as mais contemporâneas, como o Mindfulness. Recomenda-se fechar os olhos (ou deixá-los entreabertos), ouvir uma música relaxante ao fundo e prestar atenção na inspiração e expiração. Há a possibilidade de fazer uma meditação guiada – com a voz de um mediador ao fundo, que pode ser encontrada na internet – ou simplesmente ficar em silêncio.

Alexandre Tagawa, idealizador da Filosofia do Bonsai, pratica a meditação do budismo tibetano – que foi com a qual ele teve contato na fase adulta. Quando criança, contudo, cresceu vendo sua avó praticar rituais do budismo japonês, o que também incluía a meditação. Segundo ele, a prática diária o ajuda a eliminar todos os pensamentos desnecessários, restando apenas os que são importantes para o dia. “É como se eu estivesse nascendo e morrendo a cada respiração. Inspira: nasci. Expira: morri. E sobra só o que é mais importante, o que preciso focar no meu dia.”

Em sua meditação ele ainda mentaliza uma luz branca ou azul cintilantes vindas de cima e atingindo o topo de sua cabeça, de forma a protegê-lo e fortalecer suas energias para o restante do dia.

 

Tempo de prática

É recomendável meditar por aproximadamente 20 minutos ao dia, o suficiente para acalmar a mente, reduzir a ansiedade e nos ajudar a nos conectarmos com nós mesmos. Com o passar do tempo, começamos a observar os nossos pensamentos “de fora”, eliminando o que não é importante.

Meditar pode ser um pouco desconfortável no começo e a prática exige disciplina. Contudo, vale a pena insistir e vencer os desconfortos iniciais. Uma hora os benefícios chegam e, fazendo referência à frase de Rubem Alves que abre este texto, conseguimos encontrar o que tanto procuramos dentro de nós mesmo.

* Gabriela Gasparin é jornalista, escritora e autora do livro “Vidaria, uma coletânea de sentidos da vida”. É também criadora do blog Vidaria.

Autodesenvolvimento, Mente

Ações para o autodesenvolvimento: conhecer a si mesmo é essencial

6 de junho de 2017

Por Gabriela Gasparin

“Deus dá a todos uma estrela. Uns fazem da estrela um sol. Outros nem conseguem vê-la”. A frase, da poetisa brasileira Helena Kolody, nos inspira a pensar: como fazer nossa estrela brilhar diariamente? Um caminho é o autodesenvolvimento, que nada mais é do que a jornada individual de trabalhar as próprias fraquezas e aprimorar as habilidades, tornando-nos pessoas melhores a cada dia. Autodesenvolver-se é evoluir como ser humano.

Ações para o autodesenvolvimento na Filosofia do Bonsai

A jornada de desenvolvimento próprio não é fácil, mas o resultado é compensador. Se pararmos para pensar no significado do verbo “desenvolver”, veremos que ele basicamente passa a ideia de uma mudança de estágio para outro, sendo que o primeiro precisa de aprimoramento e o segundo reflete a melhora. Entre as explicações da palavra no dicionário estão: fazer crescer; prosperar; aumentar; progredir.

Se vamos melhorar a nós mesmos, precisamos ter bem claro o que em nós precisa de mudança, não é mesmo? Dessa forma, o primeiro passo para o autodesenvolvimento é conhecer a si mesmo, o que inclui identificar características positivas e negativas e saber como cada uma delas influencia na sua vida, tanto pessoal como profissional. Apenas conhecendo a nós mesmos com profundidade conseguiremos atuar efetivamente para a evolução. Como melhorar o que não conhecemos?

Na Filosofia do Bonsai, essa etapa de autoconhecimento está dentro do pilar “raiz”. Por meio dele somos instigados a compreender a fundo nossa família, antepassados, crenças e valores. Feito isso, a atuação ocorre por meio do pilar “tronco”, tomando atitudes e ações diárias para aprimorar habilidades e melhorar pontos limitantes – isso pode ser feito com estudos, conversas, cursos, terapias, meditação, atividades físicas e relacionamento humano. Ao final, teremos base e estrutura preparadas para identificar nossa missão com clareza e viver com propósito: pilar que na filosofia é representado pela copa.

Não há atalho para fazer a estrela brilhar

Obviamente as etapas descritas acima são apenas sugestões para a prática do autodesenvolvimento. Cada ser humano deve encontrar dentro de si o melhor caminho para evolução pessoal e alcançar os objetivos mais sinceros. Uma coisa, contudo, é certa: não há atalho nem desvio para fazer a estrela brilhar todos os dias. O cuidado de si é essencial e as etapas estarão lá: conhecer a si próprio, atuar sobre si e alcançar objetivos.

Uma das formas de conhecer a própria história é contá-la, o que pode ser feito por meio de terapia, conversas, depoimentos e até mesmo pela escrita da jornada pessoal em um diário ou, por que não, de livro autobiográfico, como está fazendo Alexandre Tagawa, idealizador da Filosofia do Bonsai.

Uma dica mais simples e fácil, aliás, é reunir amigos com o intuito de cada um contar sobre si ao outro – uma tarefa relativamente simples que pode nos ajudar a ouvir a nós mesmos e, consequentemente, nos conhecermos melhor. Dessa forma podemos achar pistas do que precisa ser resolvido em nós mesmos para praticarmos o autodesenvolvimento em diversos campos e, assim, dar mais brilho à nossa estrela.

* Gabriela Gasparin é jornalista, escritora e autora do livro “Vidaria, uma coletânea de sentidos da vida”. É também criadora do blog Vidaria.

Autodesenvolvimento, Mente

Cuidar do corpo e da mente é essencial para alcançar objetivos e metas

2 de junho de 2017

Ter uma vida com equilíbrio, harmonia e prosperidade é o que norteia a Filosofia do Bonsai. Atitudes diárias nos ajudam a alcançar tais conquistas, como cuidar do corpo e da mente e buscar conhecimento e desenvolvimento pessoal. No bonsai, o pilar que representa essas medidas é o tronco, canal que une a raiz à copa. Por ele passam os nutrientes que mantém a árvore bela e forte. No ser humano, isso nos inspira a pensar: que meta devemos estabelecer para conseguir deixar nosso tronco erguido, refletindo em uma vida próspera?

O que representa o tronco na Filosofia do Bonsai

Na Filosofia do Bonsai o tronco é a conexão entre a base da existência, ou seja, nossas raízes, até a copa, nossa prosperidade e missão. Assim como na árvore, o caule é responsável por levar a seiva até a folhagem, mantendo a planta nutrida: cuidados com o corpo e a mente nos fazem ter uma vida saudável.

Cuidar do nosso “tronco” significa fazer um trabalho diário e consciente para alcançar o que buscamos e realizar nossos objetivos. Para isso, o primeiro passo é conhecer bem nossa raiz, ou seja, nossa base e essência – entenda o que significa a raiz na filosofia e como trabalhá-la.

Basicamente, para trabalhar o tronco devemos buscar conhecimentos, desenvolvimento pessoal e usar nossas habilidades ao nosso favor. Também entram cuidados com o corpo, como atividades físicas regulares e uma alimentação saudável e equilibrada. Trabalhar a mente também é fundamental, como buscar leituras, cursos e relacionamentos saudáveis, além de práticas de meditação e respiração.

Alexandre Tagawa, o idealizador da Filosofia do Bonsai, passou pela trabalhosa etapa de conhecer a si mesmo e entender suas raízes para depois perceber que precisava de preparo físico e emocional para lidar com os conflitos internos e atingir o equilíbrio que buscava na vida. “Sem conhecimento, como você vai conseguir transformar a sua copa em prosperidade? Eu conheci tudo o que está lá embaixo, na raiz, e isso me trouxe várias reflexões e questionamentos e percebi que precisava buscar conhecimento pessoal”, afirmou.

O que é desenvolvimento pessoal

O desenvolvimento pessoal nada mais é do que trabalhar nosso potencial humano. São ações tomadas no dia a dia para identificar barreiras, vencê-las e evoluir. Por exemplo, se temos dificuldades em expor nossas opiniões e isso nos impede de crescer, precisamos entender de onde vem tal empecilho e o que podemos fazer para desenvolver tal habilidade.

Isso inclui estar com a mente e o corpo saudáveis. Nosso corpo é nosso principal veículo de atuação. A saúde física e mental é importante para desenvolver nosso potencial no dia a dia, caso contrário, dores e desconfortos serão limitantes tanto no trabalho como nas tarefas domésticas e relacionamento pessoais. Esse cuidado é feito por meio de: alongamentos, atividades físicas em geral, meditação, técnicas de respiração, alimentação, exames médicos, entre outros.

Ter paciência e disciplina é fundamental

É claro que todo esse caminho não acontece de um dia para o outro. A paciência e a disciplina regem a Filosofia do Bonsai. O importante é pensar em pequenas atitudes diárias que podem, aos poucos, nos levar a uma vida melhor. “Não tenho pressa: não a têm o sol e a lua. Ninguém anda mais depressa do que as pernas que tem”, diz Alberto Caeiro.

Para começar, uma dica é buscar leituras e até mesmo conversar com pessoas sobre questões que incomodam. Paralelamente, reflita sobre como está seu corpo e sua alimentação. Há algo que pode ser feito hoje para mudar o que está incomodando? Dar o primeiro passo é essencial. “Não dá pra abrir mão do tronco, ele é sua conexão entre o céu e a terra”, sugere Tagawa.

Alma, Autodesenvolvimento, Filosofia, Mente, Propósito

Ao escrever o livro Filosofia do Bonsai, Alexandre Tagawa redefine seus propósitos

18 de maio de 2017

Por Gabriela Gasparin

“É por meio de nossas próprias narrativas que construímos principalmente uma versão de nós mesmos no mundo”. A frase, do psicólogo americano Jerome Bruner, ressalta o quanto conhecer a própria história nos faz entender quem somos. Ao escrever uma autobiografia, revivemos por meio da memória cada etapa da vida, ressignificando-as. Ao estruturar o passado, encontramos a clareza que precisamos para construir no presente o futuro que queremos ter. É como se estivéssemos passando a vida a limpo.

É justamente essa percepção que Alexandre Tagawa tem ao escrever a história da própria vida e de como surgiu a Filosofia do Bonsai. “Escrever o livro está me ajudando a entender a minha história. É como uma terapia, porque faz você refletir sobre todas as etapas que passou na vida.”

A escrita da autobiografia o ajuda a estruturar o entendimento sobre quem é e qual é sua missão no mundo. “É claro que todos nós passamos por adversidades e entendemos o que fez ou não sentido. Estou conseguindo entender onde estão os pontos que posso melhorar, onde que aquilo pode fazer a diferença. Muitas vezes nem nós mesmos entendemos a nossa história. O processo da escrita e das entrevistas está me facilitando a ter um pensamento mais profundo.”

Realização de um sonho

O sonho de Tagawa de escrever um livro sobre sua trajetória e a Filosofia do Bonsai é antigo, mas foi em 2017 que ele resolveu, literalmente, colocá-lo no papel.

Foram as dificuldades que viveu desde a infância que o levaram a buscar práticas para manter a calma e o equilíbrio em momentos difíceis. As práticas diárias de meditação, respiração, atividade física e cuidados com a alimentação o ajudam a viver melhor, com foco na sua missão. A intenção com o livro é compartilhar esse aprendizado com os leitores. Assim como a filosofia faz bem para ele, pode ajudar outras pessoas.

O processo pelo qual Tagawa está passando, de compreender a própria história por meio da escrita, faz parte de um processo já conhecido por estudiosos. O psicólogo Bruner, citado no começo deste texto, sugere que representamos a vida, para nós e para os outros, na forma de narrativas. Ao nos identificarmos com essa história é que construímos nossa identidade e achamos nosso lugar no mundo.

O sociólogo Antonio Candido, em seu livro Vários Escritos, explica que “quer percebamos claramente ou não, o caráter de coisa organizada da obra literária torna-se um fator que nos deixa mais capazes de ordenar a nossa própria mente e sofrimentos; e, em consequência, mais capazes de organizar a visão que temos do mundo”.

É por isso que, para Tagawa, contar a própria história o ajuda a manter o compromisso com a prática da Filosofia do Bonsai, que é um ponto para dar um norte ao seu equilíbrio, com uma vida sem excesso.

“Quando eu vou contando a minha história e vendo os processos que fui passando durante minha infância, adolescência e fase adulta, eu começo a entender que hoje, se eu não tivesse a Filosofia do Bonsai, seria mais difícil o processo de aceitação das coisas que eu passei pela minha vida, e principalmente o entendimento de como posso manter a vida com mais equilíbrio.”

Tagawa faz uma analogia de conhecermos nossas histórias com o próprio bonsai, que tem uma raiz profunda, que é onde está a nossa família e nossos antepassados. É onde a gente nos nutre de vitaminas para que nosso tronco fique erguido e nossa copa se transforme em prosperidade. “É uma natureza moldada por nossas mãos, assim como a nossa vida. Cada ser humano é único, assim como cada bonsai”, explica.

Gabriela Gasparin é jornalista, escritora e autora do livro “Vidaria, uma coletânea de sentidos da vida”. É também criadora do blog Vidaria.