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Conheça o ‘CHA’ e desenvolva competências essenciais para crescer

11 de dezembro de 2017

Há ferramentas que nos ajudam a identificar competências que precisamos desenvolver para evoluir tanto na vida pessoal como profissional. Um conceito bastante disseminado por especialistas em gestão de empresas mundo afora é o “CHA”, sigla que representa as iniciais das palavras “conhecimentos, habilidades e atitudes”. Na Filosofia do Bonsai, trabalhar essas competências faz parte do tema prevenção, que é justamente atuar no presente para evitar futuros contratempos.

Como desenvolver as competências do CHA

Conhecimento, habilidade e atitudes são competências complementares que, juntas, formam o cenário necessário completo para o desenvolvimento de uma ação. Inicialmente, precisamos conhecer (C) a respeito do assunto (pesquisar, ler, estudar e saber exatamente do que se trata). Em seguida, é necessário desenvolver a habilidade (H) necessária para realizar tal procedimento. A atitude (A) representa o ato de colocar a “mão na massa”, fazer o projeto acontecer e funcionar. De forma resumida, o conhecimento representa o “saber”, a habilidade o “saber fazer” e a atitude o “querer fazer”.

Quando foi apresentado ao conceito do CHA, o empresário Alexandre Tagawa, idealizador da Filosofia, conseguiu enxergar exatamente onde estavam suas forças e fraquezas como líder de uma agência de publicidade.

Ele explica que podemos enxergar o CHA como uma pirâmide, onde o conhecimento é a base, as habilidades estão no meio e a atitude, no topo. “Eu acredito que o conhecimento de fato é essencial, mas se a pessoa não desenvolver habilidades e não possuir atitude, ela não sai do lugar.”

Aprender fazendo ou aprender para fazer?

Como empreendedor, Tagawa passou muitos anos da vida profissional invertendo a ordem do CHA. Ele estava acostumado a adquirir o conhecimento por último, ou seja, primeiro tinha a atitude de se propor a fazer algo para, em seguida, aprender fazendo <link txt aprender fazendo>. Um exemplo é que primeiro o publicitário montou uma agência para só depois fazer faculdade na área.

Tagawa não desmerece a forma como atuou em grande parte da vida. Ele considera que ter atitude foi essencial para ele se firmar em um mercado extremamente competitivo. Contudo, reconhece que se tivesse adquirido conhecimento antes, ou seja, se preparado com antecedência, teria evitado muitas dores de cabeça. “A minha atitude surgia porque eu não tinha escolha. Tanto que muitas vezes agi sem pensar. Hoje, depois das ferramentas que adquiri, não faço mais isso.”

É importante buscar conhecimento constantemente para estar preparado para as possibilidades que a vida pode apresentar. “Se te oferecem uma promoção hoje, você está apto, preparado para aceitar? Tem o conhecimento necessário?”, questiona Tagawa. O mesmo deve ser feito com as habilidades e as atitudes. Quais habilidades você precisa desenvolver para efetuar determinada tarefa com êxito? Você tem conhecimento e habilidades de sobra, mas te faltam atitude?

Na Filosofia do Bonsai a prática da prevenção é vista como essencial em todos os setores da vida, tanto no que diz respeito à saúde física e mental como nas relações humanas e no ambiente profissional. O maior benefício da prevenção é que é feita com medidas simples e rotineiras, diferentemente de ações drásticas, custosas e complexas que geralmente são necessárias quando nos vemos diante de um grande problema. Pensar no conceito do CHA pode nos ajudar a entender qual competência nos falta para realizar o objetivo que queremos alcançar. Ou seja, melhor prevenir do que remediar. Que tal começar a se preparar agora?

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Aprender fazendo é a melhor forma de sair da inércia e realizar objetivos

18 de outubro de 2017

“Estou sempre fazendo aquilo que não sou capaz numa tentativa de aprender como fazê-lo”, disse Picasso. Quantas vezes ficamos paralisados, sem sair do lugar, porque achamos que não sabemos fazer alguma coisa? Aprender fazendo, “colocando a mão na massa”, é a melhor forma de sair da inércia e caminhar rumo à realização de sonhos e objetivos.

Como aprender fazendo

A vida profissional do empresário Alexandre Tagawa, idealizador da Filosofia do Bonsai, resume-se a aprender fazendo. O publicitário primeiro ingressou no ramo para só depois fazer faculdade na área – porém, nada ocorreu de forma planejada.

Tagawa, que hoje é dono de uma agência de publicidade, começou a fazer os primeiros panfletos após receber o pedido inesperado de um cliente. Ele trabalhava com produção de fotos quando uma das empresas para a qual prestava serviço perguntou se ele poderia produzir um panfleto. Sem ter a menor ideia de como fazer tal produção, respondeu positivamente.

“Primeiro eu falo ‘sim’ para depois pensar como eu vou fazer. Em alguns momentos os resultados foram bons, em outros, ruins. Mas avalio que durante a minha vida essa postura me ajudou muito mais do que me prejudicou”, observa.

Nesse caso em que recebeu o pedido para fazer panfletos de divulgação, o empreendedor conta que precisou “se virar”: foi atrás de profissionais que sabiam executar o serviço e adquiriu os equipamentos necessários – no caso, parcelou um antigo computador da Mac, o “Macintosh,” em 36 vezes, o que ocorreu há cerca de 20 anos.

“Ficou horrível o folheto, mas aí o cara falou: a partir de hoje você é minha agência. Ele na verdade não gostou do folheto, mas como eu tinha me esforçado para entregar, ele me deu a chance”, explica.

Maturidade para aceitar um desafio

Com o passar do tempo, Tagawa afirma que adquiriu maturidade para refletir antes de aceitar um pedido, já que nem sempre responder sim para tudo pode ser uma boa ideia. São incontáveis as experiências em sua vida de aceitar uma proposta ou entrar em uma sociedade e só depois descobrir como colocar a ideia em prática. Por conta disso, já recebeu até pedido de falência da empresa no passado.

“Ser assim, por um lado, sempre me ajudou muito. Eu não tinha receio. De alguma maneira as coisas que aconteciam ao meu redor me ajudavam e tudo dava certo no final, mas muitas vezes eu fui despreparado.”

Equilíbrio e uma dose de risco

O empresário acredita que as práticas da Filosofia do Bonsai, como buscar o autodesenvolvimento, praticar meditação e exercícios de respiração hoje o ajudam a ficar centrado e a evitar aceitar propostas por impulso, por exemplo. Apesar disso, garante que prefere arrepender-se do que fez do que daquilo que não fez.

Para ele, arriscar-se é fundamental. “Mesmo quando deu errado, no final deu certo, porque me gerou muito aprendizado. Eu só tive oportunidades porque fiz movimentos.”

E Tagawa não é o único a pensar dessa forma, seguem outras frases de célebres personalidades que nos inspiram a aprender fazendo:

“É fazendo que se aprende a fazer aquilo que se deve aprender a fazer” – Aristóteles.

“Deve-se aprender fazendo a coisa; pelo pensamento você acha que sabe. Você não tem certeza, até que você tente” – Sófocles.

“Tudo sempre parece impossível até que seja feito” – Nelson Mandela.

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Como sair do ciclo de ‘apagar incêndios’ na vida empreendedora

2 de outubro de 2017

Quem é empreendedor sabe: vez ou outra é preciso “apagar incêndios” dentro da empresa, ou seja, resolver de última hora um caos instalado. O que não pode acontecer é essa forma de lidar com problemas ser institucionalizada no negócio. Viver apagando incêndios é insustentável no longo prazo, atrapalhando o crescimento e a produtividade.

A Filosofia do Bonsai originalmente nasceu na agência de publicidade do empresário Alexandre Tagawa, como forma de ajudá-lo a sair de um ciclo contínuo de incêndios a serem apagados. Isso ocorreu em 2008, após o estouro da crise econômica mundial e quando o empresário se viu obrigado a demitir grande parte da equipe.

Fazia anos que a agência de Tagawa operava sem um sistema de gestão institucionalizado. Tudo era controlado manualmente e era comum a equipe trabalhar de madrugada ou aos finais de semana para cumprir prazos. A chegada da crise foi como jogar álcool no fogo, aumentando as chamas.

A intenção era justamente trazer equilíbrio ao negócio, tanto no lado emocional dos funcionários quanto na parte prática, com organização e planejamento. A filosofia foi o começo de uma série de medidas implantadas ao longo dos anos no negócio, mas a ideia inicial era justamente começar a organizar a casa.

Inicialmente foram criadas a missão, visão e os valores da empresa. Isso foi feito com a participação de toda a equipe. Posteriormente, Tagawa pesquisou formas de ter um sistema de planejamento e organizar os esquemas internos de trabalho. Na parte tecnológica, foram implantadas ferramentas e softwares que acompanhassem a demanda de trabalho.

Sem organização negócio não se sustenta

Levou anos para Tagawa aprender, mas hoje o empresário sabe que sem organização um negócio não fica de pé. “Se você vai ser empresário e ter uma vida empreendedora, planejamento e gestão financeira são fundamentais para você prosperar.”

O empresário era jovem quando abriu o primeiro negócio. Aos 20 anos montou um salão de cabeleireiros junto com a mãe e, paralelamente, abriu uma pequena produtora de books fotográficos e eventos. Entrava em sociedades sem refletir muito e passou anos patinando, chegando a se endividar ao ponto de ter um oficial de Justiça batendo na sua porta para decretar a falência do negócio.

“As coisas eram cheias de altos e baixos. Eu não tinha fluxo de caixa, não tinha reserva. Sempre estava no vermelho. Eu ia tocando. Sabe quando você tem três tampinhas e cinco garrafas, tampa daqui e destampa dali? Era assim que acontecia.”

Separar as despesas é fundamental

Um de seus principais erros do passado era misturar as contas pessoais com as da empresa. Ou seja: ele mantinha uma só conta para pessoa física e jurídica. Não controlava o dinheiro que era do negócio e nem o seu salário. “Sabe o que acontece se você não tem um pró-labore e vai tirando dinheiro conforme a sua necessidade? Você nunca sabe se a empresa dá lucro.”

De acordo com ele, esse é um grande erro de boa parte dos empreendedores. Aí vem, novamente, a necessidade de “apagar incêndios”, ou seja, ir atrás de empréstimos altíssimos para pagar dívidas. “É um ciclo vicioso. Aí você entra em cheque especial, começa a pagar o mínimo dos cartões de crédito, começa a se endividar e vira uma bola de neve. Você não consegue mais controlar e quando vai ver, está quebrado.”

Com o passar do tempo, Tagawa percebeu que a Filosofia do Bonsai o ajudava também na vida pessoal. Ou seja, além de arrumar a casa nos negócios, ele viu a necessidade de estar equilibrado internamente. De acordo com o empreendedor, estar bem consigo mesmo é muito importante para quem quer tocar uma empresa: isso ajuda a ter foco e tranquilidade na hora de tomar decisões, reduzindo ainda mais a necessidade de apagar incêndios.

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Com equilíbrio e planejamento, negócio sai de status ‘quebrado’ para ‘lucrativo’

8 de agosto de 2017

Abrir o próprio negócio exige planejamento e organização financeira. É o que o empresário Alexandre Tagawa, idealizador da Filosofia do Bonsai, aprendeu com os erros do passado. São dicas óbvias, mas ele “bateu muito a cabeça” até computar o aprendizado. E garante: focar no longo prazo, ter paciência e equilíbrio faz toda a diferença.

Recentemente Tagawa teve a chance de dividir o conhecimento com um jovem familiar que se desequilibrou ao empreender. Neste post compartilhamos a história de Maurício Tagawa, dono do restaurante de comida japonesa Sangawa.

Maurício quase colocou tudo a perder, mas conseguiu se reerguer e está organizando as finanças com as dicas que recebeu do primo Alexandre inspiradas na Filosofia do Bonsai. “Eles estavam quebrados e agora o negócio está saudável já”, afirma Alexandre, explicando que em três meses foi possível reverter o negócio do status “quebrado” para “lucrativo”.

Sonho de ter o próprio negócio

Formado em administração, Maurício, de 31 anos, trabalhou desde cedo com o pai no comércio de comida japonesa – seu pai comercializa os alimentos em feiras e eventos. A experiência fez ele gostar do ramo e não deu outra: ao ingressar na vida adulta, foi atrás de unir o útil ao agradável. Chegou a ter lanchonetes dentro de academias, mas não era bem o que queria. Em 2017 é que realizou o sonho de abrir o próprio restaurante de comida japonesa, o Sangawa.

Junto com a concretização do objetivo, porém, vieram os contratempos. Sem organização financeira, as dívidas surgiram rapidamente e o estabelecimento já abriu as portas no vermelho.

De acordo com Maurício, uma sequência de fatos atrapalhou a decolagem do negócio, como a contratação de pessoas erradas e o roubo de um automóvel. “Tínhamos vendido nosso carro para usar o dinheiro e colocar no negócio. Pegamos um outro bem mais barato, mas com menos de um mês de uso, o roubaram”.

Além disso, a abertura da loja atrasou quase três meses. “Esse tempo parado fez minha conta do banco estourar. Parecia um pesadelo, nem gosto de lembrar”, desabafa. E acrescenta: “a coisa estava tão feia que até peso perdi, foram quase 8 quilos.”

Ou muda ou fecha

Em um almoço com o primo Alexandre Tagawa, Maurício comentou sobre a situação financeira em que se encontrava e recebeu o seguinte alerta: “ele logo falou que precisávamos mudar ou em menos de um mês iríamos quebrar, pois a dívida era muito grande.”

Com base em suas experiências anteriores, Tagawa montou um plano de ação para ajudar o primo a evitar a quebra. Ambos são bem próximos e o primeiro emprego de Maurício inclusive foi na agência de publicidade do primo, o que facilitou no processo de “consultoria” criado por Tagawa.

Organizando a casa

A palavra-chave para a mudança, segundo Maurício, foi organização. E é aí que entra a Filosofia do Bonsai. Isso porque, segundo o empreendedor, ele e sua esposa Juliana Santana, que são sócios, estavam tão desesperados com a situação que não conseguiam parar para pensar sobre o que fazer. “Ele falou que deveríamos acalmar e começar a organizar”, revelou.

Por conta das dívidas, o estado psicológico dos sócios ficou abalado e eles não conseguiam enxergar uma luz no fim do túnel. “Mesmo vendendo bem, existia muita desorganização. Acho que eu estava passando por uma fase tão difícil na vida do ponto de vista financeiro que acabou virando um desespero.”

Alexandre fez uma espécie de consultoria com o primo. Para isso, ele olhou tudo: conceito, caixa, gestão e descobriu o que eles estavam fazendo de errado. “Eles pegaram dinheiro em banco, se endividaram, não fizeram planejamento, não entenderam que tem juros”. Isso porque, ao antecipar com o banco os recebimentos dos cartões, as taxas são altíssimas. Além disso, ambos misturavam as despesas pessoais com as da empresa em uma conta só.

Entre as principais mudanças propostas por Alexandre estão: fazer um planejamento financeiro, definir um pró-labore, cortar gastos pessoais (reduzir o padrão de vida ao máximo a princípio), administrar as dívidas e priorizar o pagamento das mais importantes primeiro.

Disciplina

Enquanto isso, o casal está “pagando o preço” da desorganização e trabalhando pesado. Eles trabalham de segunda a segunda, de 13 a 14 horas por dia. É claro que se trata de um período de ajustes apenas para quitar as dívidas, e não será sempre assim. Segundo Maurício, o que o mantém é a felicidade de ter aberto a loja, mas em breve contratará um funcionário para ajudar.

“O mais difícil de cortar gastos é não ter funcionário, porque trabalhar direto sem descansar é bem complicado. Tem dias que tudo dói (referindo-se a dores musculares), mas sabemos que é para o bem.”

De acordo com Alexandre, o dinheiro está entrando e aos poucos o casal está quitando as dívidas. “Ele continua antecipando o crédito, então ele ainda está pagando uma taxa de juros alta. Até um tempo ele vai pagar, até fazer capital de giro suficiente para deixar de antecipar o cartão”, explicou.

Maurício afirma que está seguindo à risca as recomendações do primo. “Sempre falo que nunca mais quero passar pelo que passamos. Já ficou mais do que claro o que não devemos fazer.” E garante que está dando muito certo. “Tenho certeza de que até final do ano teremos o capital de giro que planejamos juntos.”

Equilíbrio para crescer

Assim como na vida, é preciso equilíbrio também nos negócios para alcançar a prosperidade, diz Alexandre, citando a Filosofia do Bonsai. “Ao abrir o negócio próprio, o equilíbrio chega com o planejamento. Se você pensar no curto prazo, você não vai conseguir crescer. E a paciência é fundamental.”

Segundo o empresário, na hora em que o casal entendeu o propósito em relação ao negócio deles e mudou a perspectiva de enxergar isso, eles conseguiram se organizar. A lógica é focar nas ações prioritárias visando os resultados no futuro. Para isso, é preciso saber onde se quer chegar. “Na hora que você consegue fazer esse desenho, automaticamente você consegue ter resultado.”

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Conhecer a si mesmo é essencial para qualquer empreendedor

23 de junho de 2017

Por Gabriela Gasparin

 

Ter o negócio próprio e ser seu próprio chefe é o sonho de muitas pessoas. Além disso, ser empreendedor “está na moda”. Muitos profissionais não aceitam ou não querem mais seguir as regras do mercado de trabalho tradicional.

A cobrança para ser autêntico é frequente nos dias de hoje, principalmente entre os jovens. Contudo, criar uma forma autêntica de ser na vida real, o que inclui um trabalho próprio e rentável, não é um processo fácil.

Paralelamente, o mercado de trabalho está mudando. Com o avanço tecnológico, serviços que antes eram indispensáveis passam a ser desnecessários ou são substituídos por aplicativos. Profissões estão sendo extintas e outras começam a ser criadas; além de serviços parecidos com a Uber, onde a tecnologia encurta os intermediários de um processo.

O resultado é uma leva de pessoas desempregadas, perdidas sobre o que fazer ou decepcionadas com o que se tornaram. E é aí que o empreendedorismo entra como alternativa.

Empreender fazendo o que se gosta parece ótimo no papel, mas na hora de colocar em prática começam os desafios. O primeiro deles é: o que fazer? É nessas horas que é preciso conhecer a si mesmo, fator essencial para qualquer aspirante a empreendedor.

O que o autoconhecimento tem a ver com empreendedorismo

O autoconhecimento é essencial para descobrir o que te atrai, quais são suas aptidões e limitações, para conhecer seus pontos fracos e fortes e, principalmente, aprender qual o seu verdadeiro valor. Conhecer o seu propósito de vida e entender qual é o seu verdadeiro potencial são passos decisivos na hora de criar seu próprio negócio e conseguir fazê-lo prosperar.

“O autoconhecimento te ajuda a descobrir exatamente tudo que faz teu olho brilhar, portanto aquilo que você vai encontrar paixão (…). Conhecendo bem o seu próprio perfil, você consegue ter clareza dos papéis que gostaria – e teria boas condições – de desempenhar, e daqueles que realmente não são a sua praia”, diz a organização Endeavor, em artigo publicado em seu site.

É necessário olhar para dentro para poder assumir os riscos de ser empreendedor. Quando você tiver a visão holística do seu negócio, ou seja, conhecer todos os âmbitos do seu papel como empreendedor, conhecendo os elementos, estratégias e atividades da sua futura empresa, você será capaz de cometer menos erros e aprender com eles.

Desafios aparecem para todos que empreendem

Mas não basta trabalhar com o que gosta, é preciso ter disciplina para fazer o negócio andar, saber tomar decisões, ter resiliência e flexibilidade perante os desafios, entre outras características – para tudo isso, conhecer-se é essencial.

Na Filosofia do Bonsai, entre as formas de praticar o autoconhecimento estão: meditação, prática de respirações, rituais, terapias, investigação da ancestralidade, busca por conhecimento teórico, entre outras. Aos poucos e com paciência, o equilíbrio proporcionado por tais práticas colabora para a descoberta do propósito e missão individual.

Alexandre Tagawa, que idealizou a filosofia inspirado na experiência com o bonsai, é empreendedor desde os 20 anos é já perdeu as contas de quantas vezes fracassou, chegando a ficar endividado, sem negócios e perdido porque não conhecia a si profundamente na hora de fazer sociedades e gerir as empresas.

Um dos fatores era a ansiedade, que o compelia a dizer sim às propostas e só depois analisar a situação, “antes eu dizia sim e depois analisava. Tive vários tipos de negócios porque gostava do novo, mas não tinha filtro, então saia dizendo sim”, exemplifica.

No caso dele, a insegurança também o atrapalhou muito até Tagawa perceber que precisava assumir sozinho as rédeas do próprio negócio. Aos poucos, ele entendeu a importância de conhecer suas crenças e valores e aplicá-los na vida profissional.

De acordo com a Endeavor, quando você se conhece, você entende melhor o caminho do seu raciocínio para tomar decisões, sente-se confortável para assumir riscos e liderar pessoas. O psiquiatra e psicoterapeuta Carl Jung aconselha que “quem olha para fora, sonha, quem olha para dentro, acorda. Sua visão se tornará clara somente quando você olhar para dentro do seu coração.”

* Gabriela Gasparin é jornalista, escritora e autora do livro “Vidaria, uma coletânea de sentidos da vida”. É também criadora do blog Vidaria.