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Você é sedentário? Descubra o que é o sedentarismo e como evitá-lo

16 de fevereiro de 2018

Acordar atrasado, ir trabalhar de carro ou ônibus, ficar sentado ou parado o dia inteiro, voltar para casa, cuidar de afazeres domésticos e dormir. Essa rotina, comum a muitos de nós, faz com que tenhamos uma vida cada vez mais sedentária. A ausência de atividades físicas causa sérios problemas à saúde ao longo dos anos. Por mais difícil que possa ser, mudar de hábitos é essencial para quem busca bem-estar e uma vida mais saudável.

O que é sedentarismo?

Sedentária é a pessoa que pouco se exercita ou se movimenta, seja praticando esportes ou executando tarefas rotineiras, o que resulta em um gasto calórico reduzido. Objetivamente, considera-se sedentária a pessoa que gasta menos de 2.200 calorias por semana (cerca de 300 calorias por dia) explica o Portal AbcMed, especializado em informações sobre saúde.

Para evitar o sedentarismo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a prática da atividade física de intensidade moderada (como caminhar, pedalar ou praticar esportes) ou vigorosa durante pelo menos 150 minutos por semana – o que equivale a 30 minutos por cinco dias na semana, por exemplo.

Consequências do sedentarismo

Todos sabemos os prejuízos que a inatividade física pode causar à saúde. Além de atingir órgãos vitais como coração, rins, cérebro, entre outros, o sedentarismo impacta diretamente na saúde dos músculos e ossos, que se tornam mais frágeis, pois ficam sem uso, literalmente, atrofiando, perdendo a flexibilidade e comprometendo a saúde como um todo, informa o Portal Saútil.

A inatividade física é tão grave que é o quarto principal fator de risco de mortalidade global e provoca 6% de todas as mortes, diz relatório de 2014 da OMS. De acordo com artigo escrito pelo médico Drauzio Varella, pesquisadores consideram cinco enfermidades nas quais a influência da vida sedentária é conhecida com mais detalhes: doença coronariana, derrame cerebral, diabetes tipo 2, câncer de mama e câncer de cólon e reto.

Contudo, além dessas cinco, são inúmeras as doenças e prejuízos que a inatividade pode causar à nossa saúde, tais como: obesidade, pressão alta, depressão, infarto, derrames, aumento do colesterol, acelerar o envelhecimento e pode até mesmo ser causa de morte súbita, destacam os portais AbcMed e Saútil.

O sedentarismo é considerado, ainda, o principal fator de risco para a morte súbita. Isso porque, na maioria das vezes, está associado direta ou indiretamente às causas ou ao agravamento de doenças.

Como deixar de ser sedentário?

Inserir atividades físicas e prática de esportes no dia a dia exige força de vontade e mudança de hábitos, mas os benefícios são tantos que vale a pena o esforço. Por mais que a vida seja corrida e atividades essenciais como o trabalho, o estudo e cuidar dos filhos tomem muito de nosso tempo, especialistas recomendam fortemente que reservemos um tempo para nos exercitar.

Vale de tudo: fazer caminhadas pelo bairro, andar de bicicleta, correr, nadar, dançar, jogar bola com os amigos ou até mesmo fazer exercícios dentro de casa (vários vídeos na internet auxiliam nessa empreitada). Contudo, é preciso persistência, afinal, a regularidade é fundamental.

Alimentação, Corpo

Os quatro pós brancos que podem levar o ser humano à morte

5 de fevereiro de 2018

O sal, o açúcar e a farinha refinada, junto com a cocaína, são amplamente conhecidos como os quatro pós brancos que podem levar o ser humano à morte. Pode soar curioso à primeira vista que ingredientes culinários estejam inseridos no mesmo grupo que uma droga, contudo, especialistas garantem que todos os quatro itens são extremamente prejudiciais à nossa saúde.

A presença da cocaína entre os quatro pós brancos nos alerta para o quão grave a ingestão em excesso de sal, açúcar e farinha refinada pode ser para o nosso corpo. Afinal, os três ingredientes são facilmente acessíveis em qualquer supermercado e costumam estar presente nas nossas refeições com regularidade.

A preocupação é tanta que o governo tem discutido com fabricantes de alimentos acordos para reduzir a quantidade de açúcar em alimentos processados assim como vem sendo feito com o sal (sódio), em etapas, desde 2011.

A nutricionista Maristela de Castro Lopes destaca, em seu blog, que o consumo diário dos três pós brancos alimentícios em excesso causa diversas doenças, principalmente as crônicas não transmissíveis, como obesidade, diabetes, dislipidemia de triglicerídeos (presença de níveis elevados de gorduras no sangue) e hipertensão.

Por que os pós brancos fazem mal

Sal (sódio)

De acordo com a Sociedade Brasileira de Hipertensão, quando muito sódio passeia pelo corpo, um dos primeiros efeitos é a retenção de água e um aumento no volume de sangue circulante. Com isso, aumenta a pressão na parede dos vasos, pois as artérias não estão acostumadas a abrir passagem para tanto líquido. Com o tempo, a pressão alta pode danificar as artérias dos órgãos vitais, como coração, cérebro e rins, ocasionando risco de infarto, derrame e insuficiência renal crônica.

Açúcar simples (sacarose)

Resultado de processos químicos a partir da cana, a sacarose é rapidamente convertida em glicose pelo nosso sangue, explica a nutricionista Maristela Lopes. Os efeitos disso são os aumentos na taxa de açúcar no sangue e na produção e liberação de insulina. Com isso, há aumento do acúmulo de gordura, da incidência de cáries e inflamações na gengiva, relacionados a diversos tipos de câncer, osteoporose, entre outras doenças. Os picos glicêmicos que ocorrem quando há ingestão de açúcar dão uma sensação de prazer e buscamos repetir a dose, explica reportagem no site Bem Estar. Porém, quanto mais acontecem esses picos, maiores as chances de obesidade, diabetes, infartos e até doenças como depressão e demência.

Farinha refinada

Por ser um alimento processado, perde muitas de suas vitaminas e propriedades nutricionais. O grão de cereal esmagado é mais rapidamente digerido pelo organismo e, consequentemente, provoca subida de açúcar no sangue, aumentando os níveis de insulina, diz a Clínica MeiHua. Além disso, o trigo é, na alimentação, um dos maiores responsáveis por alergias e intolerâncias alimentares, sendo que muitos especialistas apontam como grande responsável o excesso de glúten existente nas atuais variedades de trigo.

Atividade Física, Corpo

Que tal aproveitar o novo ano para aprender a andar de bicicleta?

2 de fevereiro de 2018

Com o aumento de ciclovias em muitas cidades brasileiras, o uso de bicicletas para lazer ou como meio de transporte têm crescido bastante entre a população. Com isso, muitos adultos que não sabem pedalar sentem-se tentados a conseguir desfrutar dos benefícios desse esporte com os amigos. A boa notícia é que é possível aprender a andar de bicicleta em qualquer idade, basta ter força de vontade.

Como aprender a andar de bicicleta

O primeiro passo para conseguir ter equilíbrio sobre duas rodas depois de adulto é estar disposto a se arriscar. Quando crianças, não temos medo de cair, nos desequilibrar ou passar vergonha na frente dos outros. Muitas vezes o que barra adultos de aprender a andar de bicicleta é o medo.

É preciso ter em mente que nada de muito grave pode acontecer ao aprender a andar de bicicleta com cautela – exceto algum arranhãozinho ou susto de leve. Isso porque a pessoa tem sempre a possibilidade de colocar o pé no chão ao se desequilibrar, o que dá sustentação e segurança ao aprendiz.

Outra dica importante é começar com uma bicicleta pequena, que permita à pessoa colocar os pés inteiros no chão em caso de desequilíbrio. Não deve ser uma bicicleta infantil, mas sim uma daquelas dobráveis ou que seja um pouco mais baixa.

Bicicletas menores dão uma sensação de controle e alivia o medo de quem está dando as primeiras pedaladas. Depois, basta ajustar o selim (banco) de forma a conseguir sentar com os pés no chão – afinal, no começo será preciso o apoio dos pés até que se encontre o ponto de equilíbrio.

Procure alguém para te ajudar

Para quem já tentou aprender a pedalar sozinho e não obteve sucesso, uma dica é procurar a ajuda de alguém que saiba andar de bicicleta. Pode ser um amigo ou até mesmo grupos e ONGs que ensinam gratuitamente os interessados – basta procurar na internet para descobrir onde e como encontrar esses grupos de voluntários.

Junto com a pessoa, procure um local amplo e plano (ou com pequenos desníveis), como um parque, quadra ou rua deserta. Esqueça a vergonha e permita-se ser criança novamente, tentando quantas vezes for necessário. Não se pressione para conseguir rápido e, caso cansar, descanse um pouco para continuar.

Dicas para dar as primeiras pedaladas:

1 – Peça para o seu amigo ou instrutor ficar sempre por perto. No começo ele pode ajudar segurando e guiando pelo selim – nesse caso, a pessoa precisa ter um pouco de força para ajudar;

2 – Comece tentando deslizar sobre a bicicleta – ou seja, sem usar os pedais, segure o guidão com as duas mãos, pegue impulso com os pés e tente encontrar o equilíbrio no tempo em que as rodas girarem. Enquanto isso, afaste os pés do pedal;

3 – Tenha em mente que, em caso de desequilíbrio, é só colocar os pés no chão. Essa possibilidade traz segurança pois não há o que temer: desequilibrou? Basta colocar o pé no chão, segurando os braços no guidão;

4 – Com o passar do tempo, é possível começar a usar os pedais. O exercício é praticamente o mesmo, mas agora quem dará o “impulso” é o pedal (perceba que o pedal do pé que vai começar a pedalar precisa estar em cima, para que seja possível empurrá-lo). Não se pressione para dar muitas voltas logo no começo. Vá com calma;

5 – Quando se sentir seguro, peça para o instrutor ou amigo soltar o selim de vez em quando. Aos poucos você começará a sentir pequenos momentos de equilíbrio. Evite curvas no começo. Tente quantas vezes for necessário, até pegar segurança para dar pedaladas mais extensas.

Alimentação, Corpo

Como cumprir a resolução de se alimentar melhor no novo ano

24 de janeiro de 2018

Alimentar-se melhor, ser mais saudável e emagrecer são itens comuns em listas de resoluções de Ano Novo, não é mesmo? A reeducação alimentar é essencial nessa empreitada. Em vez de fazer dietas radicais, uma dica básica é priorizar a ingestão de alimentos in natura ou minimamente processados, limitar os processados e evitar ultraprocessados. Mas você sabe quais são eles?

Selecione os alimentos de forma consciente

Ingerir alimentos que mais agradam o organismo é mudança-chave para quem busca ser mais saudável neste novo ano. A recomendação é ficar de olho nos diferentes tipos de alimentos, selecionando-os de forma consciente.

A regra é simples: a base para uma alimentação balanceada deve estar em alimentos in natura ou minimamente processados, diz o Guia Alimentar para a População Brasileira, publicado pelo Governo Federal. Os processados, por sua vez, devem ser limitados e os ultraprocessados, evitados.

O problema é que muitas vezes fazemos o contrário: ingerimos em maior quantidade alimentos dos dois últimos tipos e deixamos de lado os que compõem os dois primeiros. Para compreender como ocorre tal inversão, conheça cada um desses grupos de alimentos:

In natura: são essencialmente parte de plantas ou de animais, como carnes, legumes, verduras e frutas.

Minimamente processados: são aqueles submetidos a processos simples, como limpeza, moagem e pasteurização, mas não envolvem agregação de substâncias ao alimento original.

Exemplos: arroz, feijão, lentilhas, cogumelos, frutas secas e sucos de frutas sem adição de açúcar e outras substâncias; castanhas e nozes sem sal ou açúcar; farinhas de mandioca, de milho, de tapioca ou de trigo e massas frescas.

Processados: fabricados pela indústria com adição de sal ou açúcar para torná-los duráveis, mais palatáveis e atraentes. Exemplos: conservas em salmoura (cenoura, pepino, ervilhas, palmito); compotas de frutas; carnes salgadas e defumadas; sardinha e atum em lata, queijos e pães.

Ultraprocessados (os principais vilões): são formulações industriais, em geral, com pouco ou nenhum alimento inteiro. Contém aditivos. Exemplos: salsichas, biscoitos, geleias, sorvetes, chocolates, molhos, misturas para bolo, “barras energéticas”, sopas, macarrão e temperos “instantâneos”; “chips”, refrigerantes, produtos congelados e prontos para aquecimento como massas, pizzas, hambúrgueres e nuggets

Mude seus hábitos

Como visto acima, mudar a alimentação é muito mais uma questão de hábito e força de vontade do que qualquer outra coisa. É comum darmos desculpas como: “comer bem custa caro” ou “não tenho tempo para me alimentar bem”.

Porém, há muitos alimentos in natura e minimamente processados que são práticos e acessíveis. Frutas, arroz, feijão, carnes, legumes, saladas e tapioca, por exemplo, são alimentos de fácil acesso aos brasileiros. O essencial é pensar em refeições com o mínimo de processados ou ultraprocessados possível.

No começo pode parecer difícil, mas com o passar do tempo e com insistência, o nosso paladar se acostuma com os alimentos mais saudáveis e automaticamente já pede eles na hora da fome. Talvez uma ou outra adaptação e esforço seja necessário, como trocar o biscoito por uma fruta ou o congelado por uma massa fresca, mas nada que não compense o resultado final.

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A importância de fazer exames de rotina como ação preventiva

22 de janeiro de 2018

Foi após fazer exames preventivos que o empresário Alexandre Tagawa, idealizador da Filosofia do Bonsai, descobriu que possuía um grave problema no esôfago, levando-o a passar por uma cirurgia e mudar o estilo de vida. Por conta de casos como o dele, profissionais de saúde recomendam a realização de check ups anuais que, junto com a alimentação saudável e a prática de exercícios, é uma ação preventiva importante para cuidar da saúde.

Fazer check up é uma ação preventiva

O check-up é a realização de uma bateria de exames que tem como intuito ter um diagnóstico detalhado sobre o funcionamento das funções do organismo. “O check up é considerado uma das pontas da medicina preventiva, que corresponde à união de dados da história clínica e exames, vinculados a uma análise do histórico pessoal do paciente, com o objetivo de detectar doenças em estágio inicial”, explica artigo disponível no site do Hospital Português.

Além de buscar identificar essas doenças, o check up também tem a função de orientar o paciente a ter uma vida mais saudável. Afinal, muitos dos resultados podem apontar para doenças assintomáticas (aquelas que não sentimos nenhuma dor ou sintoma), que exigem mudanças de hábito ou rotina para serem tratadas ou curadas.

No caso de Tagawa, por exemplo, ele possuía mais de 100 refluxos por dia, mas não sentia qualquer dor ou sintoma – o único sintoma que tinha era tosse ao deitar, o que ele não acreditava ser nada grave e algo atrelado ao sistema respiratório.

Após o diagnóstico, o empresário passou a se preocupar mais com a alimentação, a ler sobre o assunto e fazer pesquisas rotineiras sobre como se alimentar de forma saudável e equilibrada. “Eu achava que eu tinha uma alimentação saudável, mas tinha muitos ajustes a serem feitos”, admite.

Quem deve realizar exames de rotina

Os médicos recomendam que homens e mulheres façam anualmente um check up, especialmente a partir dos 35 anos. Há casos, contudo, que a frequência deve ser maior, como para quem é portador de hipertensão, colesterol alterado e diabetes – o intuito é evitar que os casos se agravem.

Para fazer um check up é preciso visitar um clínico geral e relatar a ele detalhes como idade, hábitos e outras características pessoais. O médico fará a solicitação dos exames necessários a serem realizados.

De acordo com o Hospital Português, para averiguar o estado de todos os órgãos e sistemas, o check-up anual deve contar com exames como hemograma, glicemia, colesterol, triglicérides, urina, fezes, eletrocardiograma e teste ergométrico, dependendo da história clínica de cada paciente. Para quem não tem convênio médico, o recomendado é visitar o posto de saúde mais próximo e procurar saber como fazer os exames disponíveis. Outra opção é procurar clínicas populares com preços mais acessíveis.

O processo de ir ao médico e agendar todos os exames pode ser cansativo, mas o cuidado e a atenção com a saúde valem a pena. Afinal, como já diz o ditado popular: “melhor prevenir do que remediar”

Alimentação, Corpo

Conheça 5 hábitos que vão melhorar a qualidade da sua alimentação neste ano

10 de janeiro de 2018

A vida agitada faz com que dediquemos cada vez menos tempo à alimentação. Na correria do dia a dia, é comum “engolirmos qualquer coisa” entre um compromisso e outro, hábito que faz muito mal para a nossa saúde. Mudar tal costume é essencial para quem quer ter uma vida mais saudável. Aproveite o começo de um novo ano e melhore a qualidade da sua alimentação, dando a ela a importância que merece na sua vida.

Como melhorar a qualidade da alimentação

A principal recomendação para mudar hábitos alimentares é ter consciência da importância que comer tem na nossa vida; afinal de contas, trata-se de uma necessidade vital que muitas vezes é deixada em segundo plano. A alimentação precisa ser prioridade <link 1 abaixo> entre nossos afazeres e, como qualquer atividade importante, deve estar no planejamento diário.

Planejar a alimentação significa comprar o que comer com antecedência, reservar na agenda o tempo necessário para cada uma das refeições, informar-se sobre os melhores locais para comprar alimentos, ler rótulos e pesquisar sobre opções saudáveis de alimentos – aliás, o ideal é priorizar alimentos in natura ou minimamente processados.

5 dicas para uma alimentação mais saudável

Na publicação “Guia alimentar para a população brasileira”, o Ministério da Saúde dá dicas de hábitos que proporcionam uma alimentação saudável. Confira:

1 – Faça compras em locais que ofereçam alimentos in natura ou minimamente processados

Se você deixar para comprar tudo na última hora, a probabilidade de não encontrar alimentos de qualidade é alta. Programe um dia da semana para ir a um estabelecimento que oferte produtos de melhor qualidade e tenha sempre opções saudáveis em casa.

2 – Desenvolva, exercite e partilhe habilidades culinárias

Aproveite para fazer da alimentação um momento de partilha e confraternização. Convide amigos para um encontro gastronômico e tenha o hábito de comer em grupo. Como já recomendava o filósofo grego Epicuro, o prazer é maior quando se come em grupo. “Comer sozinho é coisa para leões ou lobos”.

3 – Planeje o uso do tempo para dar à alimentação o espaço que ela merece

Nada de comer em cinco minutos, “engolindo a comida”. Tente acordar mais cedo para preparar um café da manhã saudável, em vez de comer qualquer coisa a caminho do trabalho. Faça o mesmo no almoço e jantar: planeje a sua agenda sempre considerando os horários das refeições.

4 – Quando estiver fora de casa, dê preferência a locais que sirvam refeições feitas na hora

Comer fora é hábito de muita gente, principalmente quem trabalha fora. Aproveite para pesquisar locais nas redondezas que ofertem pratos frescos, completos e saudáveis, evitando redes de fast food. Como orientam os nutricionistas, busque balancear o prato, sempre inserindo porções de verduras e legumes.

5 – Seja crítico quanto a informações, orientações e mensagens sobre alimentação veiculadas em propagandas comerciais

Nem sempre um produto que se vende como “saudável” é a melhor opção para a nossa saúde. Tenha o hábito de ler rótulos e compreender quais nutrientes o seu corpo necessita. Especialistas em nutrição garantem que devemos tirar da frente o máximo de produtos industrializados possível

Alimentação, Corpo

10 simples passos para uma alimentação saudável

5 de janeiro de 2018

A prevenção por meio da alimentação é amplamente recomendada por médicos e especialistas. Apesar de sabermos de cor os benefícios de ingerir alimentos saudáveis diariamente, muitos de nós ainda somos dominados pelos prazeres de gorduras, frituras e doces – sem falar da praticidade dos congelados e industrializados, não é mesmo? A boa notícia é que mudar de hábitos é algo acessível para todos. Não precisa ser radical, o equilíbrio na alimentação já nos proporciona uma vida mais saudável.

Por que ter uma alimentação mais saudável?

Na Filosofia do Bonsai, os cuidados com a alimentação são vistos como essenciais para se ter uma vida mais equilibrada e prazerosa. Alexandre Tagawa, empresário e idealizador da filosofia, só percebeu o quanto se alimentar bem é essencial para a saúde após ser diagnosticado com uma grave doença no esôfago – ele sofria cerca de 100 refluxos por dia.

Tagawa precisou passar por uma cirurgia e desde então mudou completamente seus hábitos. Ao buscar opções mais saudáveis, passou a ir à feira semanalmente, onde compra os mais variados tipos de frutas e legumes para toda a família.

Ter uma alimentação saudável é mais simples do que parece. O que precisamos fazer é ter força de vontade para mudar hábitos. Especialistas em nutrição defendem que devemos nos espelhar nos nossos avós na hora de comer, ou seja, evitar o máximo de produtos industrializados possível.

Guia da alimentação saudável

No guia com dez passos para uma alimentação saudável, o Ministério da Saúde orienta a população a optar por refeições caseiras e evitar redes de fast food e produtos prontos que dispensam preparação (‘sopas de pacote’, pratos congelados prontos para aquecer, molhos industrializados, misturas prontas para tortas).

Outras recomendações são o uso moderado de óleos, gorduras, sal e açúcar ao temperar e cozinhar alimentos, e o consumo limitado de alimentos processados (queijos, embutidos, conservas). Na hora da sobremesa, o ideal é preferir as caseiras, dispensando as industrializadas.

10 passos para uma alimentação saudável

1 – Faça pelo menos três refeições (café-da-manhã, almoço e jantar) e 2 lanches saudáveis por dia. Não pule as refeições;

2 – Coma feijão com arroz todos os dias ou, pelo menos, cinco vezes por semana. Esse prato brasileiro é uma combinação completa de proteínas e faz bem à saúde;

3 – Consuma diariamente três porções de leite e derivados e uma porção de carnes, aves, peixes ou ovos. Retirar a gordura aparente das carnes e a pele das aves antes da preparação torna esses alimentos mais saudáveis;

4 – Consuma, no máximo, uma porção por dia de óleos vegetais, azeite, manteiga ou margarina;

5 – Evite refrigerantes e sucos industrializados, bolos, biscoitos doces e recheados, sobremesas e outras guloseimas;

6 – Diminua a quantidade de sal na comida e retire o saleiro da mesa;

7 – Beba pelo menos dois litros (seis a oito copos) de água por dia. Dê preferência ao consumo de água nos intervalos das refeições;

8 – Torne sua vida mais saudável. Pratique pelo menos 30 minutos de atividade física todos os dias e evite as bebidas alcoólicas e o fumo;

9 – Inclua diariamente seis porções do grupo dos cereais (arroz, milho, trigo, pães e massas), tubérculos como as batatas e raízes como a mandioca nas refeições. Dê preferência aos grãos integrais e aos alimentos em sua forma mais natural.

10 – Coma diariamente pelo menos três porções de legumes e verduras como parte das refeições e três porções ou mais de frutas nas sobremesas e lanches.

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Criar recompensas nos ajudam a ter regularidade na prática de atividades físicas

8 de dezembro de 2017

A prática regular de atividades físicas exige de nós comprometimento, não é mesmo? Por mais que a gente saiba de todos os benefícios dos exercícios físicos para o corpo e para a mente, às vezes é muito difícil encaixar tal prática na nossa rotina com regularidade. Nessas horas, pensar na recompensa que teremos ao final da atividade é um fator que ajuda, e muito, a criarmos o hábito de nos exercitar.

 O que é o poder do hábito?

“Para tudo que fazemos na vida a gente pede uma recompensa, isso é o poder do hábito”, afirma o empreendedor Alexandre Tagawa, idealizador da Filosofia do Bonsai, cujas práticas nos ajudam a criar hábitos, garante.

Tagawa refere-se ao que aprendeu no bestseller “O Poder do Hábito”, de Charles Duhigg. De acordo com ele, automaticamente estabelecemos recompensas para nós mesmos com relação a tudo o que fazemos.

Às vezes, exemplifica, temos o hábito de tomar café, mas na verdade a recompensa está no bombom que vem junto. “Automaticamente o cérebro registra tal situação e você faz aquilo sem pensar. É o poder do hábito”, explica.

Nossa tarefa é exercitar na nossa mente quais hábitos estão enraizados em nós e qual tipo de recompensa damos para cada um deles. Então, para conseguir criar o hábito de algo difícil ou que exija comprometimento de nossa parte, o recomendado é criar uma recompensa para isso.

Como criar uma recompensa

Já foi postada aqui no blog a rotina diária de exercícios matinais que Tagawa se compromete a fazer. Para ter determinação de fazer os exercícios com regularidade, ele estabeleceu para si mesmo a recompensa de um saboroso café da manhã.

“O dia em que eu estou desanimado e pensando ‘que droga, vou ter que fazer os exercícios’, logo em seguida eu penso: ‘peraí, tem a recompensa.’. Consequentemente eu não consigo abrir mão dos exercícios, vou lá e pratico.”

São inúmeras as recompensas que podemos criar para nós mesmos após fazer atividades físicas. Uma delas que é inerente à prática é o bem estar físico e emocional proporcionado pela liberação de hormônios. Redução de peso, maior mobilidade e produtividade durante o dia são outras. Dessa forma, quando aquela preguiça pintar, pense imediatamente na recompensa que a prática vai te causar e persista. Com o tempo, a insistência em fazer uma atividade com a qual não nos estamos acostumados vai se enraizando – e é aí que o hábito é criado.

As práticas da Filosofia do Bonsai, como rituais, mantras e meditação também nos ajudam a dominar o cérebro. Quando estamos em estado meditativo, por exemplo, observamos tudo o que se passa na nossa mente. Dessa forma, identificamos os pensamentos que nos impedem de agir. “A meditação nos ajuda a não tocar a nossa vida no automático”, garante Tagawa.

Quando identificamos pensamentos negativos recorrentes como “não gosto de me exercitar” ou “não tenho disciplina”, o jeito é domá-los – e pensar imediatamente na recompensa. Especialistas em neurociência afirmam que a mente humana é mais voltada para o lado negativo do que positivo. Cabe a nós treinar o nosso cérebro para controlar os pensamentos negativos e darmos a volta por cima: ou seja, sermos fortes para pensar no lado bom das coisas; afinal, construímos a nossa realidade com base no que pensamos.

Atividade Física, Corpo

Por que vencer a preguiça e começar agora mesmo a se exercitar

17 de novembro de 2017

Todos sabemos que a prática regular de exercícios físicos faz bem para o corpo e para a mente. Além de fazer bem para a saúde e proporcionar bem-estar físico por conta da liberação de hormônios, como as endorfinas, a atividade física também nos mantém mais seguros, confiantes e eleva a nossa autoestima. Com tantos benefícios, é importante termos disciplina e força de vontade para dar o primeiro passo e começarmos agora a fazer bem para nós mesmos.

Como começar a nos exercitar?

São inúmeras as desculpas que damos para nós mesmos para evitar fazer atividades físicas regularmente: falta de tempo, de dinheiro, preguiça, cansaço, dores ou indisposição física. Contudo, os benefícios da prática são tantos que é crucial deixarmos esses “poréns” de lado e começarmos agora mesmo a nos exercitar.

Quando começamos, os reflexos positivos da prática causam efeitos positivos momentâneos, e é neles que devemos pensar na hora que as desculpas aparecerem. Pode ser uma caminhada de meia hora, três vezes por semana, fazer alongamentos diários, como o Rádio Taissô ou até mesmo alternar os exercícios físicos enquanto prepara o café da manhã, como faz Alexandre Tagawa, idealizador da Filosofia do Bonsai.

Os benefícios da atividade física

Além dos já conhecidos benefícios à saúde física, como benefícios cardiovasculares, atividades físicas trazem aprimoramentos psicológicos e de bem-estar mental, estando relacionadas ao aumento da elevação de autoestima, de acordo com a Sociedade Internacional de Psicologia do Esporte. Segundo a entidade, estudos apontam que atividades aeróbicas podem reduzir ansiedade, depressão, tensão e estresse.

De acordo com a Cardiomed Saúde, os hormônios mais conhecidos e liberados ao praticar exercícios são as endorfinas. “Elas são substâncias bioquímicas analgésicas, ou seja, um analgésico natural, que tem a sua produção no nosso corpo potencializada com as atividades físicas” diz a empresa especializada em saúde, em seu blog.

A endorfina ajuda a aliviar a dor e ainda regula as nossas emoções. Ao ser liberada, traz relaxamento para corpo inteiro, dando a sensação de prazer e bem-estar. “A liberação de endorfina é ótima principalmente para quem está em tratamento de depressões leves, ou que está muito sobrecarregado com as rotinas de trabalho. Isso porque ela ajuda a reduzir a ansiedade e o estresse, aliviando as tensões do dia a dia”, salienta.

Aumento da autoestima

 Quando nos exercitamos com regularidade, nos sentimos ativos e capazes. Tais sentimentos, somados aos resultados corporais que a prática proporciona, eleva a nossa autoestima.

“Os estudos mostram que, de acordo com o tempo que você treina, os exercícios podem melhorar sua imagem corporal, melhorando sua autoestima”, diz o especialista em avaliação física, biomecânica e prescrição do exercício Leon Freitas Jannucci, em artigo em seu site.

De acordo com Jannucci, fisiologicamente falando, os exercícios promovem uma alteração nas liberações dos hormônios. “Os exercícios físicos, tanto de força como os aeróbios, liberam hormônios e neurotransmissores como a dopamina, opióides endógenos e endorfina que estão ligados a sensações de prazer”. Tudo isso além da sensação de sucesso que se tem após um treino bem feito.

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A ‘dieta da vovó’: uma alimentação saudável não custa caro

10 de novembro de 2017

Arroz, feijão, filé de frango, legumes e salada. Com itens de fácil acesso para o brasileiro, é possível montar um prato equilibrado e saudável sem gastar muito. Diferentemente do que podemos imaginar, alimenta-se de forma saudável não custa caro. O difícil mesmo é se planejar para preparar as refeições com antecedência e acostumar o paladar a fazer, digamos, a “dieta da vovó”: ou seja, eliminar ao máximo produtos industrializados e lembrar de incluir frutas, legumes e verduras no cardápio.

Como se acostumar com a ‘dieta da vovó’

Especialistas em nutrição defendem que devemos nos espelhar nos nossos avós na hora de comer, ou seja, tirar o máximo de produtos industrializados possível. Existe até um livro publicado sobre o assunto chamado “Prato Sujo – como a indústria manipula os alimentos para viciar você”, escrito pela jornalista Marcia Kedouko.

De acordo com Márcia, a indústria da comida se aproveita de fraqueza neurológica para tornar os produtos cada vez mais irresistíveis, com doses cavalares de aditivos como açúcar e sal que prejudicam – e muito – a nossa saúde.

“Começou com um docinho depois do almoço. Depois, era batata frita a semana toda. Essa é a história de um cérebro viciado e prostituído: ele sabe que salada é mais digna para a saúde, mas gosta mesmo é de açúcar, sal, gordura, farinha refinada – substâncias que dão tanto prazer quanto sexo, com um poder viciante comparável ao de drogas como a cocaína.”

Mudança radical

Na Filosofia do Bonsai, o cuidado com a alimentação é visto como essencial para ter uma vida equilibrada. Alexandre Tagawa, idealizador da filosofia, só teve esse “start” após ser diagnosticado com uma séria doença no esôfago que o obrigou a mudar radicalmente a alimentação.

De dez expressos por dia, exageros na churrascaria e no chopp e consumo de embutidos, ele passou a alimentar-se de forma planejada e saudável. Vai à feira toda semana, investe na variedade de frutas, legumes e verduras e reduziu ao máximo açúcar e farinha refinados do cardápio. Reduziu as porções de carne e eliminou embutidos.

“Eu não bebia com muita frequência, mas quando eu ia beber eu não me controlava. Tomava dez cafés expressos por dia, colocava limão em tudo, comia açúcar em uma quantidade razoável. Eu olhava para um ponto ou outro e achava que estava 100%, mas não estava. Tanto que meu colesterol estava alto, meu nível de triglicérides estava alto. O meu corpo estava falando”, relembra.

Comer bem não custa caro

Às vezes vamos ao supermercado e ficamos assustados com o preço de itens cujas embalagens vêm com dizeres: natural, integral e orgânico. Contudo, nem todos nós temos condição financeira de colocar apenas esses produtos no carrinho. É por isso que se espelhar na ‘dieta da vovó’ pode nos ajudar.

A sugestão é ir mais à feira, comprar alimentos naturais e preparar as refeições em casa, sempre tomando cuidado ao exagerar no sal, açúcar e óleo. Além disso, é importante eliminar ou reduzir embutidos, temperos prontos, congelados, frituras e alimentos gordurosos.

“Com força de vontade você consegue vencer alguns paradigmas da sua cabeça. Antes eu pensava: como é que eu vou viver sem dez expressos por dia? Como é que eu vou viver sem comer 10 pedaços de picanha? E você vê que consegue, tudo é o poder do hábito”, defende Tagawa.